Estás no caminho certo?

A vida está constantemente a mandar-nos sinais para sabermos para onde devemos ir, o que fazer, como fazer mas muitas vezes nós não nos permitimos perceber, não estamos atentos ou não queremos perceber. Às vezes é só mais confortável não ligar aos sinais do que fazer alguma mudança. No entanto muitas vezes nós temos avisos de que não estamos no caminho certo.

Os nossos níveis de felicidade são um desses indicadores, muitas vezes, sentimo-nos infelizes a fazer uma coisa ou numa situação e insistimos naquilo, por isso, uma das regras que tomo para a minha vida é que se uma coisa me faz mais infeliz do que feliz eu não insisto, tento outra coisa. Isto também conta quando falamos de reclamações, quando nós reclamamos mais do que agradecemos e nos divertimos é hora de mudar de caminho, não há nada que te obrigue a fazer uma coisa que não gostes ou a estar numa situação que não te agrada.

Outros indicadores que nos podem dizer se estamos ou não no caminho certo são as respostas às seguintes perguntas:

Como é que tu falas contigo? Esta é uma pergunta muito importante de se fazer, quando estamos fora do nosso caminho sentimo-nos mal connosco, por isso, avalia bem a forma como tu te tratas e se te tratas pior do que tratarias uma amiga tua, então avalia a tua vida e percebe o que é que está mal para mudar, as respostas estão todas dentro de ti.

Sem ideias para o futuro? Pensa bem se estás a fazer o que realmente gostas, se estás com quem realmente gostas, se não estás toma a responsabilidade da tua vida e vai atrás do que realmente queres fazer, quando encontrares o caminho certo o futuro começa a abrir-se para ti e tu começas a ter projectos na tua cabeça que passar a prática.

Estás rodeado de pessoas que te acrescentam? Às vezes estamos rodeados de pessoas que nos puxam para baixo e de pessoas que não nos somam nada e por isso é preciso ter atenção, percebe como é que te sentes quando estas com as pessoas que nos são mais próximas e o que elas te dizem, se nos puxam mais para baixo do que nos motivam é hora de mudar de amigos.

Gastas dinheiro em coisas que não interessam? Por muito apertado que estejas a nível financeiro compras sempre mais uma coisa que não é precisa só para sentires a satisfação de comprar? Aqui está mais uma prova que não estás bem e que precisas de rever a tua vida e começar a fazer um melhor planejamento financeiro.

Pensa nestas questões que te fiz e pensa que temas te aparecem mais frequentemente na tua vida mesmo que tu não puxes por eles, mesmo que não sejam direccionados a ti, muitas vezes somos confrontados com um determinado assunto várias vezes e isso é um sinal de que tu precisas de ter mais atenção a esse assunto.

Espero que te tenha ajudado. Comenta aqui embaixo se andas a ser “perseguido” por um assunto e qual.

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Vamos largar o telemóvel durante a noite?

Hoje em dia o uso de novas tecnologias é constante, tudo passa pelos telemóveis, computadores, tablets, relógios inteligentes e estamos sempre ligados a internet. Esta constante conexão faz com que o nosso ritmo de vida seja muito mais acelerado e não haja tempo para nós, por outro lado cria um vício, hoje em dia é impensável sair de casa sem telemóvel e estamos constantemente à procura de novidades.

Antes de mais quero dizer que adoro tecnologia e não estou aqui para tentar demoniza-la, acho que a tecnologia vêm trazer muitos benefícios ao mundo, no entanto é preciso sabermos ter conta peso e medida no uso destes gadgets. 

A forma que eu encontrei para controlar esta necessidade de tecnologia é na hora de ir dormir, sabemos que a luz que o telemóvel emite é um tipo de luz que nos desperta e não deixa o nosso cérebro tomar as medidas necessárias para dormir, muitas vezes passamos horas a fio deitados na cama, com o telemóvel a ver o feed de todas as redes sociais de pessoas que conhecemos, de pessoas que admiramos e de pessoas que nunca ouvimos falar, ou seja, nós até nos podemos deitar cedo mas estamos acordados até muito tarde por estarmos nas redes sociais sem darmos conta do tempo estar a passar.

Por isso, eu aqui em casa, comecei a dormir com o telemóvel fora do quarto e sem som, claro que eu preciso de despertador para acordar portanto deixo-o perto o suficiente para o ouvir mas deixo-o fora do quarto. No entanto, largo o telemóvel e ao computador uma hora antes de dormir, normalmente o que acontece é que eu largo o telemóvel e vou para a cama ler. Assim, resolvo dois problemas com apenas uma solução, o primeiro que era dormir muito tarde por estar agarrada ao telemóvel, outro que era a minha frequente queixa que não consiga ler nenhum livro.

Surpreendentemente depois de ter começado a dormir com o telemóvel fora do quarto comecei a perceber algumas alterações na minha vida:

Dormir melhor – depois que comecei a dormir com o telemóvel longe da cama comecei a perceber que durmo muito mais descansada, como se o meu sono rendesse mais e acordo com muito mais energia. Isto explica-se não só porque o meu cérebro começa a preparar-se para dormir muito mais cedo e mais descontraidamente, como porque durante a noite não temos a interferência das radiações do telemóvel, da luz das notificações e do som que o telemóvel faz quando vibra.

Mais relaxada – Comecei a sentir-me mais calma tanto durante a noite como durante o dia, simplesmente porque comecei a ter mais tempo para mim e comecei a ter mais tempo sem o frenesim que o telemóvel nos traz.

Atenção – Quando comecei a não ter o telemóvel por perto a noite, comecei a ter mais tempo para reflectir no que se passou durante o dia, no que eu posso aprender de cada situação e a ter mais tempo para digerir tanto as coisas boas que aconteceram durante como as coisas más e reflectirmos sobre as nossas atitudes e sobre o nosso caminho.

Acordar mais cedo – Depois que comecei a ter o telemóvel fora do quarto durante a noite comecei a acordar mais cedo, tanto porque tenho de me levantar para desligar o despertador e não tenho forma de fazer snooze como porque durmo melhor e o meu corpo fica descansado mais cedo.

Para além de que nos afastamos mais das radiações que os telemóveis emitem e isso só pode ser bom, lembrar que nós não fomos feitos para estarmos constantemente mergulhados em radiações, muito menos as que são emitidas pela tecnologia.

Eu pessoalmente aproveito que passo a noite sem telemóvel e faço isso durante uma hora durante a manhã, assim que acordo esforço-me para não pegar logo no telemóvel e concentrar-me em mim e só depois é que eu começo a interagir com o mundo.

Depois disto, estás disposto/a a experimentar durante um mês dormir sem o telemóvel no quarto? Experimenta e depois conta-me aqui nos comentários o que achaste 😉

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As cores definem a orientação sexual?

Já aqui falei algumas vezes sobre as “diferenças” entre meninos e meninas, este tema é muito presente na minha vida por ser menina mas sobretudo por querer que tanto o meu sobrinho, como a minha sobrinha, tenham oportunidades iguais para serem quem são e para terem liberdade de se expressar como quiserem. Para mim, não faz, nem nunca fez sentido aquela divisão que é feita logo a nascença: azul é para menino e cor-de-rosa é para menina, talvez porque nunca fui grande fã de cor-de-rosa mas sempre gostei muito de azul.

Fui crescendo e fui ouvindo que os homens que vestem cor-de-rosa são homessexuais, como se isto fosse um insulto e eu nunca percebi o porquê. Lembro-me quando o Benfica teve um equipamento cor-de-rosa, que não se falava de outra coisa porque: “Homens que são homens não se vestem de cor-de-rosa”. Isto já lá vai uns anos.

Agora, veio a Zippy, marca de coragem, com uma colecção que serve tanto para menino como para menina, para mim, assim que vi a colecção o único problema que lhe apontei foi o facto de não existir peças com cor-de-rosa, ou seja, o preconceito com o cor-de-rosa continua a não ser quebrado. Mas, para meu espanto, a grande polémica desta colecção foi a campanha. A campanha que têm todas as cores do arco-íris e que se assemelha levemente a bandeira LGBTQI+ e foi aí que apareceram muitas pessoas a dizer que vão fazer boicote à Zippy, que a marca está a tentar influenciar a identidade de género das crianças, que é inadmissível associarem as crianças a uma orientação sexual.

Por isso, eu venho escrever este post, para dizer: Meus amigos, a identidade de género e a orientação sexual não se define pela roupa que nós vestimos, não se define pelas cores que usamos, não se define porque uma marca de roupa faz uma campanha colorida. A roupa não diz nada sobre a nossa orientação sexual. Bem como a profissão, o carro, as amizades. Nada. A orientação sexual e a identidade de género faz parte daquilo que a pessoa é e nasceu para ser. Eu posso ser uma advogada super bem-sucedida e ser lésbica ou bissexual ou transgénero, o meu amigo pode ser bailarino (profissão frequentemente associada a homens gays) e ser heterossexual.

A identidade de género e a orientação sexual faz parte do que a pessoa é: não é uma escolha, não é influenciável por cores, amizades ou profissões, cada um é como é, tal como uma pessoa nasce com os olhos castanhos, azuis ou verdes, a orientação sexual e a identidade de género também nascem connosco.

Por isso, apesar de não haver uma peça cor-de-rosa nesta colecção, venho aqui aplaudir de pé a Zippy pela campanha e pela coleção porque só assim é que a sociedade evolui, continuem assim, por favor, não desistam. Parabéns.

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Queres conhecer-te melhor? #03

Mais um inicio de mês, mais 4 questões de autoconhecimento que eu decidi trazer para vocês. O desafio é o mesmo, pegar numa questão por semana e perceber qual é a verdadeira resposta a cada uma delas. Todas as semanas eu vou publicar, tanto no facebook como no Instagram um post com a pergunta da semana, para não te deixar esquecer sobre elas.

As perguntas este mês são:

  1. Como é que tu te vês?
  2. Como é que tu gostarias que os outros te vissem?
  3. Qual é a diferença entre o que tu és e como tu gostarias de ser?
  4. Tu esforçaste para ser quem tu queres ser?

As perguntas deste mês como tu podes perceber, são questões muito duras de responder mas é importante que tu te esforces por ser o mais sincero possível quanto a elas porque só assim elas podem mudar a tua vida, por isso, tira um tempinho para ti e responde a cada pergunta com sinceridade, vais ver que vai mudar muito a forma como te vês a ti próprio e a reacção dos outros a ti.

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Vamos livrar-nos de rótulos?

Se há coisa que é habitual no ser humano é rotular as pessoas, seja porque é desorganizada, porque é desatento, demasiado tímido, porque estamos despenteados, porque somos demasiado magros ou demasiado gordos, porque somos demasiado novos ou demasiado velhos. Para todo o tipo de pessoas temos um rótulo, quase sempre dado sem conhecer a pessoa que estamos a rotular, então, se vemos alguém que tem um cabelo ondulado e não liso, muitas vezes, já dizemos que a pessoa está despenteada, se a pessoa é mais gordinha é porque só come e porque não faz mais nada além disso. Estes rótulos são dados sem se pensar minimamente no que pode estar por trás da vida da pessoa ou como a pessoa se pode sentir ao ouvir este rótulo.

A Madre Teresa de Calcutá dizia uma coisa com a qual eu concordo muito: “Quem julga as pessoas não tem tempo para amá-las” e isto é rigorosamente verdade, nós quando perdemos tempo a pôr as pessoas em caixinhas não estamos a investir esse mesmo tempo em conhecer a pessoa e a saber mais sobre ela, estamos apenas a olhar superficialmente para ela e a subjugar a pessoa a algo.

Sim, porque eu acredito que quando estamos a rotular alguém estamos a subjugá-la a alguma coisa que é negativo, porque estamos a ver apenas um lado da nossa percepção da pessoa, quando isso pode não ser a verdade. Nós somos muito de muitas coisas, não é porque eu tenho um estilo mais descontraído que não sou uma pessoa séria, não é porque eu sou bem disposta que não sou competente, nós somos muitas coisas e temos várias facetas. E ao colocarmos rótulos estamos a tentar que a pessoa não viva em pleno todas as suas facetas, porque se desde pequenos ouvimos constantemente, que somos apenas aquilo, chegamos a um ponto da nossa vida em que podemos acreditar que somos mesmo só aquilo.

Quando na realidade, nós viemos cá para sermos felizes e a felicidade constrói-se a partir da aceitação de quem realmente somos, por isso, não vale a pena termos encaixar-nos nesta ou naquela caixinha, vamos é sair todos da caixa e vivermos a melhor versão de nós próprios mesmo que isso implique opostos. Vamos amar as nossas particularidades porque é isso que nos distingue e faz de nós os seres humanos únicos e extraordinários que somos, ao querermos encaixar-nos neste ou naquele padrão estamos a tornar o mundo todo igual, estamos a pintar um quadro todo da mesma cor, quando poderia ser um conjunto de cores dinâmico e emocionante. Por isso é tão importante aceitarmos o nosso verdadeiro eu, por isso é tão importante fugir dos rótulos e não julgar sem conhecer. Somos todos únicos e no final da vida tornamo-nos todos no mesmo, por isso, vamos aproveitar este intervalo de tempo em que cá estamos para sermos o mais felizes possível, sem complicações ou preconceitos.

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