Viva ao desapego!

O apego é um fardo emocional pesadíssimo, quando nos apegamos a pessoas, situações ou coisas, com o tempo, o fardo vai aumentando cada vez mais até se tornar insuportável.

Muitas vezes, o apego é muito confundido com amor mas enquanto o amor é uma força positiva e libertadora, o apego é uma energia negativa de posse e castradora. Exemplos muito claros disto são os casos de violência doméstica, onde supostamente existiria amor e liberdade para partilhar o dia-a-dia, existe posse e vontade de castrar a vontade do outro, o que resulta em violência e muitas vezes até em morte. Esta é a grande diferença, enquanto o amor é um terreno fértil, o apego é um terreno deserto e ressequido.

Por isso e como se têm falado tanto de violência nos últimos tempos, decidi vir falar um bocadinho de desapego. Decidir desapegar é um acto libertador e um acto de amor tanto com quem nos rodeia como connosco e é mesmo por aí que se deve começar, pelo amor-próprio.

O primeiro passo para o desapego é interiorizar que ninguém é mais importante na nossa vida do que nós próprios, o que muitas vezes acontece, é que começamos a colocar o outro à nossa frente e quando achamos que essa pessoa nos falha ficamos perdidos porque aquela pessoa que é a coisa importante e não se comportou como nós queríamos. Quando entendemos que nós somos as pessoas mais importantes da nossa vida, conseguimos compreender quando os outros tomam decisões diferentes das que nós tomaríamos, é-nos natural aceitar a decisão do outro, simplesmente porque se nós temos a liberdade de tomar as nossas decisões ou outro também têm. Quando nos amamos, sentimos também liberdade para desenhar a vida dos nossos sonhos e por isso andamos mais felizes e não nos apegamos a ninguém, simplesmente porque não há vida mais importante ou mais especial do que a nossa.

Perdão, quando sentimos que nós ou alguém tem a culpa do que aconteceu é muito difícil seguirmos em frente, ficamos numa espiral eterna de recordações e culpa, que cada vez se agrava mais, por isso, é muito importante o perdão. Uma técnica que eu uso muito é escrever, quando eu preciso de perdoar alguém ou alguma situação, eu escrevo tudo o que me vai na alma, tudo o que me magoou, tudo o que me trouxe más energias e ao desabafar começo a perdoar e a carga fica menos pesada.

Libertar, é importante e um exercício constante, muitas vezes, no dia-a-dia queremos controlar tudo e exercer a nossa influência para que tudo aconteça exactamente da forma que queremos, por isso, muitas vezes temos de “policiar” as nossas atitudes, para quando nos damos conta que estamos a querer controlar demais, simplesmente, deixar as coisas acontecer. Isto acontece muitas vezes quando nos estamos a preocupar com o futuro, quando estamos a agonizar com o passado ou quando tentamos que o outro faça o que nós queremos. Deixa ir, tu não consegues mudar o passado, nem prever o futuro, simplesmente conseguimos fazer o melhor aqui e agora, o resto, deixa fluir.

Não tenhas medo de perder. Seja perder uma pessoa, seja perder um trabalho, não tenhas medo de perder. Perder é natural, todos nós em alguma altura da vida vamos perder alguma coisa ou alguém, por isso não estejas preocupado com isso. Desapega e tranquiliza o teu coração e enche-te de coragem, o que têm de acontecer acontece, estejas tu preocupado ou não e aquilo, o que é teu vem ter contigo de uma forma ou de outra, por isso, não penses mais nisso.

Quando te apercebes que estás a ter pensamentos possessivos, respira, afasta esse pensamento e contraria esse pensamento, por exemplo, quando nos damos conta de estar a pensar: “porque é que aquela pessoa fez esta coisa desta forma? eu disse-lhe para fazer de outra forma”, afasta o pensamento e podes pensar, por exemplo: “porque não fazer da forma que ela fez? Talvez tenha um melhor resultado do que aquilo que eu pensei. Vamos experimentar”. Este é apenas um exemplo. Quando pensamos no que alguém nos fez, que nos magoou podemos simplesmente pensar que aquilo nos fez crescer e no que nós podemos fazer a partir de agora.

O importante é não deixarmos que estes sentimentos negativos tomarem conta de nós para podermos ter uma vida mais tranquila, leve e mais feliz.

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I am not your Guru – Tony Robbins | Review

Já vi este documentário há algum tempo na Netflix. Tenho de começar por dizer que sou fã do Tony Robbins e da mensagem que ele passa, da auto-responsabilização pelo nosso futuro e pela nossa vida.

O documentário mostra um pouco do que são os eventos dele e da vida dele durante esses eventos. Confesso que gostava de ir a um deles porque sinto que tenho muito a aprender com ele, um homem que saiu da miséria e agora tem um império bilionário, um dos “popularizadores” da programação neurolinguística e do coaching nos Estados Unidos, o Tony Robbins pegou na sua vida e fez com que as dores pelas quais passou ajudassem outras pessoas a superar as dificuldades das suas vidas.

O documentário é isto mesmo, ouvir histórias de vida das pessoas que estão lá a participar e ver a forma como ele lida com essas pessoas e os seus problemas. Eu consegui ver-me reflectida em muitas das histórias que por lá passam, nos medos que são apresentados e senti que esses medos são mais comuns do que pensamos. Revi-me tanto que senti que as soluções encontradas para aquelas pessoas se aplicam perfeitamente na minha vida.

Há quem diga que o documentário é apenas uma promoção ao negócio do Tony Robbins, eu senti que não, claro que promove os eventos mas senti, acima de tudo mostra que todos passamos por provações na vida, todos temos “boas desculpas” para não fazer. No entanto, quem quer fazer arranja maneira, podemos não ir pelo caminho que idealizámos de início, com certeza teremos de recalcular a rota algumas vezes, mas há sempre uma forma de lá chegar se é mesmo isso que queremos. Mostra-nos também que é apenas verdade aquele velho clichê: “o que não nos mata, torna-nos mais fortes”. 

Por isto tudo, eu recomendo muito que vejas este documentário, eu gostei muito, mas também sou muito suspeita por ser grande fã do Tony. Vê e conta-me o que tu achas-te aqui nos comentários.

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Quem conta mais na tua vida?

Hoje venho aqui fazer-te uma pergunta: Qual é a opinião que conta mais? A tua ou a das outras pessoas?

Já pensaste nisto? Estás a viver a tua vida ou a vida que os outros querem para ti?

Muitas vezes deixamo-nos influenciar pela opinião dos outros e deixamos de fazer o que realmente gostamos por causa do que os outros vão pensar de nós, com medo de deixares de te encaixar no teu grupo de amigos, com medo que os teus pais não te aceitem com as tuas escolhas. Com medo. E isso faz com que tu vivas uma vida que não é a tua, que não é a que tu queres viver, mas também, porque muitas vezes, é mais “fácil” viver assim. Ou seja, tu até podes viver infeliz na tua vida mas se alguma coisa correr mal tens quem culpar, enquanto que se vivesses a vida pela tua cabeça só te terias a ti para culpar.

Eu sei, isto não é fácil de ouvir, a mim também me custou, e às vezes ainda custa, encaixar estas palavras, mas é verdade. Eu vivi muito tempo a tentar encaixar-me, fosse em grupos de amigos, fosse na família, até que percebi que não vale a pena “tentar encaixar-me” porque não estava a ser o meu verdadeiro eu e porque estava a impedir-me de viver uma vida plena e feliz. Quando começamos a viver alinhados connosco próprios, a vida muda para muito melhor, claro que existe a fase de transformação que pode exigir muito de ti mas compensa cada minuto. Por isso, a mensagem que eu queria passar é esta:

Sê tu próprio, não te castres, não te amarres àquilo que tu achas que a sociedade quer de ti. Sê tu próprio na tua plenitude.

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É para o menino e para a menina

Acho que todos, desde sempre, ouvimos os maiores estereótipos a separar as meninas dos meninos. Quem nunca ouviu?

Meninas usam cor-de-rosa. Meninos usam azul.

Meninas brincam com bonecas. Meninos com carrinhos e bolas.

Meninas são princesas delicadas. Meninos são brutos.

Mulheres têm de saber fazer as tarefas domésticas. Homens têm de saber fazer bricolagem.

Mulheres são muito dramáticas. Homens não choram.

Mulheres que tenham vários companheiros são p*tas. Homens que tenham várias companheiras são muito machos.

Mulheres com cargos de topo é porque se deitaram com alguém. Homens com cargos de topo são homens de negócios e respeito.

Vamos pensar sobre tudo isto?

Quando é que vamos chegar à conclusão que um homem que vista de cor-de-rosa não é obrigatoriamente homossexual?

Quando é que vamos chegar à conclusão que há mulheres que não gostam e não são boas a fazer algumas tarefas domésticas, mas que há homens que gostam sim de cuidar da casa e que “não são menos homens” por isso, tal como as mulheresnão são menos mulheres” por isso?

Quando é que vamos chegar a conclusão que as mulheres têm muito mérito no trabalho que fazem e que não precisam de se deitar com alguém para chegar a lugares de topo?

Quando vamos chegar a conclusão que eu por ser mulher não tenho de ter o jantarinho feito ao meu marido quando ele chega a casa? E que os homens não têm de ajudar mas sim de dividir tarefas?

Se formos ver somos todos pessoas. Cada um com a sua experiência no mundo, mas todos deveríamos ter os mesmos direitos: de chorar, de rir, de estarmos com quem quisermos, de sermos devidamente recompensados pelo nosso trabalho segundo o que fazemos e não pelo nosso género, de brincar com o que quisermos, de trabalharmos com o que quisermos, de sermos quem somos. Livres de estereótipos. Livres de julgamentos.

Livres.

Tu… Não queres ser livre?

Sê livre. Porque ao nos libertarmos fazemos com que outras pessoas vejam que há espaço para cada um ser o que realmente é.

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Queres conhecer-te melhor?

Tens a certeza que te conheces?
Eu demorei muito tempo a começar a perceber-me um bocadinho e a encontrar-me com a minha verdade. Foi numa altura de perda na minha vida que eu comecei a tentar perceber-me e a tentar encontrar as minhas crenças e valores, e foi a partir daí que comecei a trabalhar o meu auto-respeito e a minha auto-estima.

Por isso, este mês gostava de vos deixar 4 perguntas, ou seja, têm 1 semana para pensar em cada uma delas, isto porque, este processo não quer pressas, é um processo introspectivo e que demora o seu tempo. Por isso, se precisares de mais que uma semana para cada uma delas, ou até menos estás à vontade. Simplesmente leva o teu tempo.

As perguntas que te proponho hoje são:

  1. Quais são as tuas 3 principais qualidades? Porquê?
  2. Quais são as tuas maiores crenças limitantes? Como surgiram?
  3. Como podes substituir as tuas crenças limitantes por crenças que te motivem e abram portas?
  4. Quais são os teus valores fundamentais? Aqueles dos quais tu não abres mão.

Estes são os teus desafios este mês. São perguntas desafiantes, mas que para teu próprio bem precisam de uma resposta sincera da tua parte.

Boa sorte.

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