Todos erramos

Estamos num momento, em que é muito difícil aceitarmos os erros, sejam eles nossos ou das pessoas que nos rodeiam. Quando erramos, seja no que for temos logo uma sentença sobre a nossa cabeça que a sociedade nos impõe, e para mim, esta “sentença” não faz sentido nenhum.

Nós somos seres humanos, somos falíveis, é uma das coisas mais certas da nossa vida é que num momento ou noutro vamos falhar ou pelo menos fazer as coisas menos bem, é normal, é a nossa natureza. No entanto, no nosso emprego, se falharmos temos logo o chefe a chamar-nos a atenção. Mais grave ainda, quando falhamos connosco próprios, nós tratamo-nos, muitas vezes, como se fossemos lixo, por causa de uma falha. Quando na verdade, quem nunca erra são as máquinas (e ainda assim, não ponho as minhas mãos no fogo por elas, simplesmente porque são construídas por seres humanos).

Temos de interiorizar que nós estamos aqui para evoluir e que nesse processo de evolução inevitavelmente vamos falhar, simplesmente porque nós aprendemos muito com as falhas. Quando eu vejo que fiz alguma coisa mal, eu consigo ver o que fiz mal e pensar em maneiras de fazer bem. A mim, vale-me de pouco, por exemplo num trabalho, quando erro ter o chefe à perna quando eu faço alguma coisa mal, no entanto, vale-me de muito, se esse chefe me ensinar a fazer melhor o meu trabalho. A mim, pouco me vale, ser sentenciada por algo que não está correcto, mas vale-me de muito, se a pessoa que me viu a dizer ou a fazer algo mal, me disser o porquê de eu estar errada. E claro, que essa correção deve ser feita com educação e calma e não com chacota e gritaria, já que o mais provável quando existe chacota é que a pessoa se feche e não ouça o que as pessoas lhe dizem.

É preciso tratarmos os outros como gostaríamos que nos tratassem a nós. Só assim, podemos todos melhorar e ser mais felizes, só assim vamos construir um mundo mais feliz e eficaz. Sendo gentis com os nossos erros e com os erros dos outros, porque no final das contas, somos todos seres humanos e são os nossos erros que nos ajudam a construir o nosso carácter.

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Violência? Já chega.

Hoje é o dia europeu da violência, por isso, hoje venho falar directamente para ti, que estás com medo, que és ameaçado, que és violentado, que não és valorizado, que te sentes preso, que te sentes que alguém te trata pior do que mereces.
Hoje é para ti que falo, eu sei, que parece que não há saída, eu sei que parece que estás no fundo do poço, eu sei que parece que estás sozinho numa tempestade, eu sei…
Mas hoje venho aqui trazer-te força, porque tu consegues e porque há esperança. Tu tens a força que é necessária para sair daí, eu sei que provavelmente tens alguém perto de ti que te quer fazer acreditar que não és forte o suficiente, que tu não precisas de mais nada nem de mais ninguém, a não ser dessa pessoa. Mas NÃO ligues. Tu és capaz, sim. Tu tens muito valor. Tu és linda, sim. Tu és forte, sim. Tu mereces melhor, sim. Tu mereces conquistar os teus sonhos, sim. Tu podes sair daí, sim. Tu és livre e podes tudo o que tu quiseres.

Força. Pede ajuda, seja a familiares, seja a amigos, seja a instituições de apoio à vítima, seja às autoridades. Não aceites respostas como: “tens de aguentar”. Tu não tens de aguentar violência, denuncia. Toma cuidado contigo.

Pede aconselhamento, pede ajuda. Tu mereces melhor.

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Viva ao desapego!

O apego é um fardo emocional pesadíssimo, quando nos apegamos a pessoas, situações ou coisas, com o tempo, o fardo vai aumentando cada vez mais até se tornar insuportável.

Muitas vezes, o apego é muito confundido com amor mas enquanto o amor é uma força positiva e libertadora, o apego é uma energia negativa de posse e castradora. Exemplos muito claros disto são os casos de violência doméstica, onde supostamente existiria amor e liberdade para partilhar o dia-a-dia, existe posse e vontade de castrar a vontade do outro, o que resulta em violência e muitas vezes até em morte. Esta é a grande diferença, enquanto o amor é um terreno fértil, o apego é um terreno deserto e ressequido.

Por isso e como se têm falado tanto de violência nos últimos tempos, decidi vir falar um bocadinho de desapego. Decidir desapegar é um acto libertador e um acto de amor tanto com quem nos rodeia como connosco e é mesmo por aí que se deve começar, pelo amor-próprio.

O primeiro passo para o desapego é interiorizar que ninguém é mais importante na nossa vida do que nós próprios, o que muitas vezes acontece, é que começamos a colocar o outro à nossa frente e quando achamos que essa pessoa nos falha ficamos perdidos porque aquela pessoa que é a coisa importante e não se comportou como nós queríamos. Quando entendemos que nós somos as pessoas mais importantes da nossa vida, conseguimos compreender quando os outros tomam decisões diferentes das que nós tomaríamos, é-nos natural aceitar a decisão do outro, simplesmente porque se nós temos a liberdade de tomar as nossas decisões ou outro também têm. Quando nos amamos, sentimos também liberdade para desenhar a vida dos nossos sonhos e por isso andamos mais felizes e não nos apegamos a ninguém, simplesmente porque não há vida mais importante ou mais especial do que a nossa.

Perdão, quando sentimos que nós ou alguém tem a culpa do que aconteceu é muito difícil seguirmos em frente, ficamos numa espiral eterna de recordações e culpa, que cada vez se agrava mais, por isso, é muito importante o perdão. Uma técnica que eu uso muito é escrever, quando eu preciso de perdoar alguém ou alguma situação, eu escrevo tudo o que me vai na alma, tudo o que me magoou, tudo o que me trouxe más energias e ao desabafar começo a perdoar e a carga fica menos pesada.

Libertar, é importante e um exercício constante, muitas vezes, no dia-a-dia queremos controlar tudo e exercer a nossa influência para que tudo aconteça exactamente da forma que queremos, por isso, muitas vezes temos de “policiar” as nossas atitudes, para quando nos damos conta que estamos a querer controlar demais, simplesmente, deixar as coisas acontecer. Isto acontece muitas vezes quando nos estamos a preocupar com o futuro, quando estamos a agonizar com o passado ou quando tentamos que o outro faça o que nós queremos. Deixa ir, tu não consegues mudar o passado, nem prever o futuro, simplesmente conseguimos fazer o melhor aqui e agora, o resto, deixa fluir.

Não tenhas medo de perder. Seja perder uma pessoa, seja perder um trabalho, não tenhas medo de perder. Perder é natural, todos nós em alguma altura da vida vamos perder alguma coisa ou alguém, por isso não estejas preocupado com isso. Desapega e tranquiliza o teu coração e enche-te de coragem, o que têm de acontecer acontece, estejas tu preocupado ou não e aquilo, o que é teu vem ter contigo de uma forma ou de outra, por isso, não penses mais nisso.

Quando te apercebes que estás a ter pensamentos possessivos, respira, afasta esse pensamento e contraria esse pensamento, por exemplo, quando nos damos conta de estar a pensar: “porque é que aquela pessoa fez esta coisa desta forma? eu disse-lhe para fazer de outra forma”, afasta o pensamento e podes pensar, por exemplo: “porque não fazer da forma que ela fez? Talvez tenha um melhor resultado do que aquilo que eu pensei. Vamos experimentar”. Este é apenas um exemplo. Quando pensamos no que alguém nos fez, que nos magoou podemos simplesmente pensar que aquilo nos fez crescer e no que nós podemos fazer a partir de agora.

O importante é não deixarmos que estes sentimentos negativos tomarem conta de nós para podermos ter uma vida mais tranquila, leve e mais feliz.

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Vamos apenas amar

O amor para mim é a principal força motivadora positiva, é o centro de tudo.

Vemos muitas vezes pessoas que mudaram a sua vida por amor, seja esse amor por uma pessoa ou pela profissão, muitas vezes as coisas são criadas por amor. O amor é tão importante que uma das principais terapias alternativas, o reiki, têm por base o amor, porque só quem ama incondicionalmente tem capacidade dar sem receber.

Por isso acho perfeito que exista uma data de celebre o amor, embora ache que não se deva celebrar só o amor entre casais e sim o amor de uma forma geral, porque também acredito que o amor tem potencial para acabar com graaande parte dos males do mundo: a guerra, a inveja, a violência doméstica… Porque quando nos amamos a nós próprios, não precisamos de ver ninguém mal para nos fazer sentir superior, não ficamos dependentes de ninguém, nem desejamos ter a vida de alguém.

Por isso, vamos festejar o amor de uma forma geral, o amor-próprio, o amor entre casais, o amor entre irmãos, entre vizinhos, pelos animais, todas as formas de amor e vamos desejar que todas as formas de amor sejam completamente aceites dentro de muito pouco tempo, seja o amor-próprio que ainda é muito confundido com egocentrismo, seja o amor homossexual, seja o amor por pessoas de outros países, seja o amor fraterno entre qualquer pessoa que pode ser confundido com favoritismo ou com oportunismo, seja que amor for, vamos apenas amar-nos, cada vez mais e sem preconceito.

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Quem conta mais na tua vida?

Hoje venho aqui fazer-te uma pergunta: Qual é a opinião que conta mais? A tua ou a das outras pessoas?

Já pensaste nisto? Estás a viver a tua vida ou a vida que os outros querem para ti?

Muitas vezes deixamo-nos influenciar pela opinião dos outros e deixamos de fazer o que realmente gostamos por causa do que os outros vão pensar de nós, com medo de deixares de te encaixar no teu grupo de amigos, com medo que os teus pais não te aceitem com as tuas escolhas. Com medo. E isso faz com que tu vivas uma vida que não é a tua, que não é a que tu queres viver, mas também, porque muitas vezes, é mais “fácil” viver assim. Ou seja, tu até podes viver infeliz na tua vida mas se alguma coisa correr mal tens quem culpar, enquanto que se vivesses a vida pela tua cabeça só te terias a ti para culpar.

Eu sei, isto não é fácil de ouvir, a mim também me custou, e às vezes ainda custa, encaixar estas palavras, mas é verdade. Eu vivi muito tempo a tentar encaixar-me, fosse em grupos de amigos, fosse na família, até que percebi que não vale a pena “tentar encaixar-me” porque não estava a ser o meu verdadeiro eu e porque estava a impedir-me de viver uma vida plena e feliz. Quando começamos a viver alinhados connosco próprios, a vida muda para muito melhor, claro que existe a fase de transformação que pode exigir muito de ti mas compensa cada minuto. Por isso, a mensagem que eu queria passar é esta:

Sê tu próprio, não te castres, não te amarres àquilo que tu achas que a sociedade quer de ti. Sê tu próprio na tua plenitude.

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