Auto-Conhecimento

LifeStyle

Acho que é um trabalho que nunca tem fim.

O autoconhecimento não é fácil de conseguir, passamos por muitos desafios para conseguir conhecermo-nos a nós próprios e mesmo assim quando na vida somos confrontados com momentos difíceis duvidamos.

Pessoalmente, todos os dias conheço mais um pouco de mim, pelas minhas reacções, pelos meus pensamentos, pelos meus hábitos e por aquilo que sinto que tenho de mudar, não porque a sociedade me exige mas porque eu sinto dessa forma. E não é nada fácil distinguirmos o que queremos mudar pela sociedade e o que queremos mudar por nós próprios.

É por isto que eu gosto e preciso tanto de estar sozinha, porque consigo parar, ouvir-me e perceber-me um pouco melhor. Aprendo tanto quando estou sozinha (não que não aprenda quando estou com outros, mas a melhor forma que eu tenho de aprender sobre mim é sozinha).

E vocês o que acham deste assunto? Sentem que já se conhecem a vocês próprios?

As bonecas

LifeStyle

Há quem tenha medo delas. Eu sempre as amei. Porque são recordações. Tenho uma colecção de bonecas de porcelana, acho-as todas lindas. Lembro-me de receber cada uma delas. Por ano vinham 2, a do meu aniversário e a da Páscoa. Por mim podia continuar a recebe-las.
Todos os anos os presentes mais esperados eram os da minha madrinha porque eu já sabia que vinha lá mais uma boneca de porcelana, recebi até ser “crescida” o suficiente para começar a fazer o enxoval e as bonecas foram substituídas pelos panos de cozinha, toalhas de banho e de mesa para além de todos os objectos muito úteis para uma verdadeira dona de casa. Logo eu que não acredito nada nesses protótipos da sociedade.
Mas em cada uma tenho a lembrança do passado e a esperança no futuro, em cada uma tenho uma lembrança da minha madrinha e do marido dela que depois passou a meu padrinho também. Estão os dois ali, são meus e aquela colecção é representação do quanto nós gostávamos uns dos outros.

 

Lugares

LifeStyle

DSC_0528_

Sempre gostei de ver o sítio dos outros. Lugares com história. Acho que nada conta mais sobre as pessoas do que o lugar onde moram, a disposição das coisas, o modo como elas se orientam no seu próprio espaço.

Quando falamos de lugares mais antigos e por vezes abandonados, amo imaginar como as pessoas viviam ali, como era o seu dia-a-dia.

Por isso, sempre que conheço alguém ou que convivo algum tempo com as pessoas fico sempre com curiosidade de conhecer as casas delas, não para saber o que têm dentro de casa mas para saber como vivem, para as conhecer um pouco melhor.

Na aldeia dos meus avós, fico sempre com curiosidade de ir ver as casas velhinhas dos pais e dos avós deles, para saber como era, para associar um lugar às histórias que sempre ouvi. É também por isso que amo visitar castelos, palácios, museus, conventos, ruínas, porque sempre que entro, a minha imaginação começa a trabalhar e a tentar montar o puzzle de como seria naquele tempo.

DSC_0518_

DSC_0526_

DSC_0533_

Saga: Peso levezinho

LifeStyle

Desde que me lembro que sou muito magra. Sou tão magra que desde quando entrei na escola e por toda a minha vida académica fui, quase, alvo de estudo. Não tenho, nem nunca tive nenhum distúrbio alimentar diagnosticado, nunca fiz por vomitar, nunca deixei de comer porque tinha de ficar mais magra. Nunca.

Simplesmente, eu raramente sinto fome e por isso nas horas das refeições eu como pouco. Este é o meu problema, sinto-me satisfeita com pouca comida e por isto sou magra.

Claro, que por ser demasiado magra, sempre fui alvo de bullying, tanto por parte de alunos como por parte de alguns professores que por não entenderem o problema acabam por se juntar ao grupo dos que me chamavam nomes cheios de sentido de humor e mau gosto. Por isto, nunca gostei de mudar de escola pois já sabia que a quantidade de piadas ia aumentar e lá iria eu voltar à psicóloga da escola para ela perceber porque é que sou tão magra.

Quando fui para a faculdade, o meu problema aumentou. Porquê? Porque não sei cozinhar (sim, digo no presente, porque ainda hoje não sei, só faço a arte mais emblemática do tuga que é: desenrascar). Na faculdade eu voltei a emagrecer, e foi lá que cheguei ao extremo da minha magreza que foram os 45kg. O que para a minha altura é muito pouco.

Depois de começar a trabalhar, lá consegui ganhar peso e chegar aos 49kg. Resumindo a história, depois de alguns contratempos na vida, comecei a ter sintomas depressivos e voltei aos 45 kg. E aí estou. Nos meus gloriosos 45.

É por isto que estou a escrever este texto e a publicá-lo no blog. Porque, quero comprometer-me comigo própria e convosco a voltar a ganhar peso de forma saudável como foi da última vez, à base de frutas, legumes, várias refeições e exercício físico. Quero partilhar convosco, semanalmente, as minhas receitas, exercícios e truques para ganhar peso. Claro que nada do que eu partilhar aqui substitui uma ida ao nutricionista. Aqui vou só partilhar algumas coisas que faço que me ajudam no aumento de peso e na minha evolução.

Já agora gostava de saber se vocês também têm este problema? Se sim, partilhem comigo nos comentários e contem-me os vossos truques para o superar.

 

 


A imagem de cabeçalho faz parte da campanha Dove Real Beauty