Mente

A mente é um lugar perigoso para se estar. Nunca sabemos bem onde nos leva e por onde vai. Mesmo quando estamos empenhados em ser positivos e activos a mente às vezes deita-nos abaixo.

Eu falo com muitas pessoas que estão doentes ou que estão em processo de recuperação e por muito que alguns tentem ser positivos e ter confiança na sua recuperação há dias em que a mente os deita abaixo e o “dark side” ganha.

Mente

Mesmo a pessoa mais brava e positiva têm dias que perde a batalha contra a mente e que se entrega ao medo que bem lá no fundo existe. É normal ter medo. É normal e saudável entregarmo-nos a ele de vez em quando. Só não podemos alimentar a alma desse medo e da negatividade que dele vêm, sim, porque o medo nunca vem sozinho, normalmente, vem com negatividade, vem com desespero. Eu sei o que é isso por já lá ter estado.

O conselho que dou é… luta. Luta o máximo que puderes para não te entregares, se te sentes triste vai fazer alguma que te deixe feliz, conversa com alguém e não tenhas vergonha de pedir ajuda seja a um amigo, seja a um profissional.

Eu já pedi ajuda aos dois, recorri primeiro a quem me é próximo, quando senti que não estava a resultar, fui, sem medo ao psicólogo. E ajudou-me. Saber que existe alguém que entende como me sinto e que não diz apenas “ah… isso não é nada”, ajuda imenso.

Agora, já passei a fase da medicação estou na fase da meditação, porque cala a mente e faz com que ela sossegue, não é fácil de início mas foi e é essencial. É assim que eu acalmo a minha mente e sigo em frente positiva. Dentro da meditação há um espaço onde conseguimos, umas vezes mais, outras vezes menos, relativizar a realidade e encontrar saídas. Por isso, para mim, é essencial.

Tudo isto para dizer: não subestimem o poder da mente. É ela que vos apresenta o mundo como ela o vê. Se a tiveram em baixo, só vão ver desgraças, mas em compensação, se a tiverem bem tratada, estimada e trabalhada, ela apresenta-vos as melhores coisas da vossa vida. Pensem nisso.

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A pressão da sociedade na vida

Quero partilhar aqui com vocês uma coisa que tenho começado a viver e que me faz questionar a sociedade e o mundo. Para contextualizar quero dizer que tenho 25 anos, sou solteira e desempregada, já tive alguns relacionamentos de longa duração mas acabaram. Morando com os meus pais, muitas vezes, saio com a minha mãe para a ajudar com as obrigações dela e inevitavelmente nessas saídas acabamos por encontrar amigas dela, pessoas conhecidas e que sempre metem conversa.

Um traço comum a todas essas conversas são as perguntas: como estamos, o que fazemos na vida e se já namoramos, casamos ou tivemos filhos. E é aqui que eu não entendo. Quando eu digo que não namoro, não sou casada e nem tenho filhos TODAS as pessoas ficam incomodadas de eu não dizer que sim a uma das três questões e acabam por sentir (não sei porquê), pena de mim, pior ainda, uma ou duas dessas pessoas ainda teve a lata de me chamar: solteirona/encalhada.

É aqui que eu começo a questionar, porque é que eu por não ser comprometida ou não ter filhos sou merecedora de pena por parte das pessoas e sou logo rotulada de encalhada? Eu sinto-me bastante feliz solteira e nunca pensei ter filhos, nunca fez parte do meu plano de vida. Estou feliz e de bem com a minha vida e não preciso da pena de ninguém.

Então, porque é que a sociedade prefere ver alguém comprometido e infeliz do que solteiro e feliz? Sim, porque estas atitudes levam a que muitas pessoas que estão em relacionamentos abusivos, seja psicológica ou fisicamente, fiquem com medo de serem rotuladas de solteironas ou encalhadas, fazendo com que permaneçam nesses relacionamentos.

E porque é que quando eu digo que não quero ser mãe, toda a gente me diz que eu tenho de ser? Toda a gente me diz que isso vai mudar? E em casos mais extremos que uma mulher para ser mulher tem que ser mãe? A mulher não tem de ser nada para ser mulher, eu prefiro não ser mãe a ser uma má mãe como algumas pessoas neste mundo. Ter filhos nunca foi um desejo meu, muito pelo contrário, desde sempre que me lembro que eu não quero ser mãe.

Que tal repensar a maneira como pensamos e dar espaço a cada um para ser quem é? Que tal não comentarmos a vida dos outros como se a conhecêssemos? Não podemos julgar o livro pela capa, nós não sabemos o que vai na vida de cada um. Ao nos metermos nestas questões nós não sabemos do que estamos a falar, se estamos a falar de alguém que tenha tido um relacionamento abusivo recentemente, se alguém que acabou de se separar e que ainda está magoado por isso, não sabemos se a pessoa pode ou não gerar uma criança. Vamos ter calma naquilo que dizemos porque podemos estar a magoar alguém.

Quanto a mim, sigo feliz, solteira e sem filhos… Obrigada por não perguntarem! 😉

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Auto-Conhecimento

Acho que é um trabalho que nunca tem fim.

O autoconhecimento não é fácil de conseguir, passamos por muitos desafios para conseguir conhecermo-nos a nós próprios e mesmo assim quando na vida somos confrontados com momentos difíceis duvidamos.

Pessoalmente, todos os dias conheço mais um pouco de mim, pelas minhas reacções, pelos meus pensamentos, pelos meus hábitos e por aquilo que sinto que tenho de mudar, não porque a sociedade me exige mas porque eu sinto dessa forma. E não é nada fácil distinguirmos o que queremos mudar pela sociedade e o que queremos mudar por nós próprios.

É por isto que eu gosto e preciso tanto de estar sozinha, porque consigo parar, ouvir-me e perceber-me um pouco melhor. Aprendo tanto quando estou sozinha (não que não aprenda quando estou com outros, mas a melhor forma que eu tenho de aprender sobre mim é sozinha).

E vocês o que acham deste assunto? Sentem que já se conhecem a vocês próprios?

No Make-Up

Somos lindas sim. Com olheiras, sem olheiras. Com rugas, sem rugas. Com sardas, sem sardas. Com pontos negros, sem pontos negros. Somos lindas e lindos (para os homens que também usam maquilhagem). Porque é que havemos de nos prender a escravatura da maquilhagem? Se há dias em que não estás com paciência de passar maquilhagem. Não passes. Estás feliz? Isso é que importa… a tua felicidade. Se és feliz a passar maquilhagem, força. Se não és não uses. No que me toca, tenho dias em que quero passar maquilhagem, passo e gosto. Há dias em que não me apetece e por isso não passo. E tudo bem também. O que importa é a felicidade, é a forma como te sentes e a tua saúde. É por estas e por outras que eu vou aparecer algumas vezes sem maquilhagem, outras com. Porque sim, porque me sinto bem das duas formas.

 

E vocês? São “escravas” da maquilhagem? Passam maquilhagem porque gostam? Ou, não passam maquilhagem?