Violência? Já chega.

Hoje é o dia europeu da violência, por isso, hoje venho falar directamente para ti, que estás com medo, que és ameaçado, que és violentado, que não és valorizado, que te sentes preso, que te sentes que alguém te trata pior do que mereces.
Hoje é para ti que falo, eu sei, que parece que não há saída, eu sei que parece que estás no fundo do poço, eu sei que parece que estás sozinho numa tempestade, eu sei…
Mas hoje venho aqui trazer-te força, porque tu consegues e porque há esperança. Tu tens a força que é necessária para sair daí, eu sei que provavelmente tens alguém perto de ti que te quer fazer acreditar que não és forte o suficiente, que tu não precisas de mais nada nem de mais ninguém, a não ser dessa pessoa. Mas NÃO ligues. Tu és capaz, sim. Tu tens muito valor. Tu és linda, sim. Tu és forte, sim. Tu mereces melhor, sim. Tu mereces conquistar os teus sonhos, sim. Tu podes sair daí, sim. Tu és livre e podes tudo o que tu quiseres.

Força. Pede ajuda, seja a familiares, seja a amigos, seja a instituições de apoio à vítima, seja às autoridades. Não aceites respostas como: “tens de aguentar”. Tu não tens de aguentar violência, denuncia. Toma cuidado contigo.

Pede aconselhamento, pede ajuda. Tu mereces melhor.

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É para o menino e para a menina

Acho que todos, desde sempre, ouvimos os maiores estereótipos a separar as meninas dos meninos. Quem nunca ouviu?

Meninas usam cor-de-rosa. Meninos usam azul.

Meninas brincam com bonecas. Meninos com carrinhos e bolas.

Meninas são princesas delicadas. Meninos são brutos.

Mulheres têm de saber fazer as tarefas domésticas. Homens têm de saber fazer bricolagem.

Mulheres são muito dramáticas. Homens não choram.

Mulheres que tenham vários companheiros são p*tas. Homens que tenham várias companheiras são muito machos.

Mulheres com cargos de topo é porque se deitaram com alguém. Homens com cargos de topo são homens de negócios e respeito.

Vamos pensar sobre tudo isto?

Quando é que vamos chegar à conclusão que um homem que vista de cor-de-rosa não é obrigatoriamente homossexual?

Quando é que vamos chegar à conclusão que há mulheres que não gostam e não são boas a fazer algumas tarefas domésticas, mas que há homens que gostam sim de cuidar da casa e que “não são menos homens” por isso, tal como as mulheresnão são menos mulheres” por isso?

Quando é que vamos chegar a conclusão que as mulheres têm muito mérito no trabalho que fazem e que não precisam de se deitar com alguém para chegar a lugares de topo?

Quando vamos chegar a conclusão que eu por ser mulher não tenho de ter o jantarinho feito ao meu marido quando ele chega a casa? E que os homens não têm de ajudar mas sim de dividir tarefas?

Se formos ver somos todos pessoas. Cada um com a sua experiência no mundo, mas todos deveríamos ter os mesmos direitos: de chorar, de rir, de estarmos com quem quisermos, de sermos devidamente recompensados pelo nosso trabalho segundo o que fazemos e não pelo nosso género, de brincar com o que quisermos, de trabalharmos com o que quisermos, de sermos quem somos. Livres de estereótipos. Livres de julgamentos.

Livres.

Tu… Não queres ser livre?

Sê livre. Porque ao nos libertarmos fazemos com que outras pessoas vejam que há espaço para cada um ser o que realmente é.

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A pressão da sociedade na vida

Quero partilhar aqui com vocês uma coisa que tenho começado a viver e que me faz questionar a sociedade e o mundo. Para contextualizar quero dizer que tenho 25 anos, sou solteira e desempregada, já tive alguns relacionamentos de longa duração mas acabaram. Morando com os meus pais, muitas vezes, saio com a minha mãe para a ajudar com as obrigações dela e inevitavelmente nessas saídas acabamos por encontrar amigas dela, pessoas conhecidas e que sempre metem conversa.

Um traço comum a todas essas conversas são as perguntas: como estamos, o que fazemos na vida e se já namoramos, casamos ou tivemos filhos. E é aqui que eu não entendo. Quando eu digo que não namoro, não sou casada e nem tenho filhos TODAS as pessoas ficam incomodadas de eu não dizer que sim a uma das três questões e acabam por sentir (não sei porquê), pena de mim, pior ainda, uma ou duas dessas pessoas ainda teve a lata de me chamar: solteirona/encalhada.

É aqui que eu começo a questionar, porque é que eu por não ser comprometida ou não ter filhos sou merecedora de pena por parte das pessoas e sou logo rotulada de encalhada? Eu sinto-me bastante feliz solteira e nunca pensei ter filhos, nunca fez parte do meu plano de vida. Estou feliz e de bem com a minha vida e não preciso da pena de ninguém.

Então, porque é que a sociedade prefere ver alguém comprometido e infeliz do que solteiro e feliz? Sim, porque estas atitudes levam a que muitas pessoas que estão em relacionamentos abusivos, seja psicológica ou fisicamente, fiquem com medo de serem rotuladas de solteironas ou encalhadas, fazendo com que permaneçam nesses relacionamentos.

E porque é que quando eu digo que não quero ser mãe, toda a gente me diz que eu tenho de ser? Toda a gente me diz que isso vai mudar? E em casos mais extremos que uma mulher para ser mulher tem que ser mãe? A mulher não tem de ser nada para ser mulher, eu prefiro não ser mãe a ser uma má mãe como algumas pessoas neste mundo. Ter filhos nunca foi um desejo meu, muito pelo contrário, desde sempre que me lembro que eu não quero ser mãe.

Que tal repensar a maneira como pensamos e dar espaço a cada um para ser quem é? Que tal não comentarmos a vida dos outros como se a conhecêssemos? Não podemos julgar o livro pela capa, nós não sabemos o que vai na vida de cada um. Ao nos metermos nestas questões nós não sabemos do que estamos a falar, se estamos a falar de alguém que tenha tido um relacionamento abusivo recentemente, se alguém que acabou de se separar e que ainda está magoado por isso, não sabemos se a pessoa pode ou não gerar uma criança. Vamos ter calma naquilo que dizemos porque podemos estar a magoar alguém.

Quanto a mim, sigo feliz, solteira e sem filhos… Obrigada por não perguntarem! 😉

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Liberdade?!

Somos livres? Será?

Não venho aqui hoje dar um aplauso a liberdade apenas, claro, comparando com as gerações anteriores evoluímos e muito a nossa forma de pensar e de interagir uns com os outros, mas, não quer dizer que não tenhamos muito trabalho ainda por fazer, ainda para mais nesta era digital onde o facebook e o instagram são reis e onde parece que todos perderam o filtro que é necessário para calcular o que podemos ou não podemos dizer uns aos outros e dos outros.

Hoje, a falta de liberdade é mais entre os nosso pares e não tanto com “entidades” superiores (governos, …. ), porque se eu sair de mini-saia ainda fica toda a gente a olhar, porque se eu namorar com mais do que um ou dois rapaz já tenho um rótulo colado à pele da qual dificilmente me vou livrar, porque se não estiver comprometida até certa idade vou ficar para tia e ninguém me quer, porque se eu me encher de tatuagens e piercings ando na droga e ninguém me dá emprego, porque se eu falar com sotaque tenho que o perder.

É neste sentido que há muito trabalho para fazer. Não sou livre. Ainda falta muito. Mas já evoluímos alguma coisa.