Tens medo de quê?

Tu és daqueles que procrastina? És daqueles que acha que não estas destinado a alguma coisa? És daqueles que se acomoda? Já te perguntaste porque é que fazes isso a ti próprio? Será medo?

Pois é, muitos de nós deixamos de seguir as nossas vontades por medo, e aqui há três tipos de medo: o medo do que os outros vão pensar, o medo de não conseguir e o medo de conseguir.

Quanto ao medo do que os outros vão pensar, tens de te mentalizar que os outros vão ter sempre um juízo de valor sobre ti, faças tu o que fizeres há sempre quem te vá julgar: ou porque podias fazer mais, ou porque fazes demais, ou porque não fazes o que as pessoas querem que tu faças, ou porque vais por um caminho certinho demais. Há sempre quem te julgue seja porque motivo for, por isso, o melhor que tu fazes é viver a vida segundo as tuas regras e deixar de lado as regras dos outros, mesmo que esses outros sejam: a tua mãe, o teu pai, os teus irmãos ou o teu namorado/marido. Tu é que tens de saber o que te faz feliz e não as pessoas que te rodeiam, por isso, deixa de lado.

Quanto ao medo de não conseguir, tu só vais saber se consegues ou não se puseres os pés ao caminho, claro que tu não vais começar a ser o melhor do mundo, claro que vais falhar algumas vezes, é o mais natural, aliás até já falamos nisso aqui no blog, e não há mal nenhum se tu no meio do caminho te aperceberes que afinal aquele caminho não é para ti, tu podes sempre mudar de rumo quando começares a sentir que aquele caminho já não te deixa feliz. Nenhum caminho é definitivo, tens sempre oportunidade de mudar e ninguém tem nada a ver com isso, mais uma vez te digo, as outras pessoas vão julgar-te, não importa o que faças.

Por último, e talvez o mais estranho para algumas pessoas, é o medo de lá chegar. Este medo surge por muitos motivos: por medo de ficar sem objectivos quando lá chegamos e acharmos que a vida perde o sentido, pelo medo de não aguentar a pressão de lá chegar, e mais uma vez, o medo de não ser o caminho certo. Bem, quanto ao medo de ficar sem objectivos garanto-te que durante o processo vais sempre construindo novos objectivos em cima do objectivo principal, não precisas ter medo por isso, há sempre novas metas a cumprir. Se estamos a falar do medo de não aguentar a pressão, pensa numa coisa, tu para chegares onde quer que seja vais passar por um processo que te vai preparar para chegar lá forte e com capacidades de aguentar o que for, a vida traz-nos desafios para nos preparar para as nossas conquistas, por isso, não te preocupes com o chegar lá. O medo de não ser o caminho certo, já sabes podes sempre mudar de caminho.

duas dicas que eu te posso deixar para os teus medos, a primeira, seja qual for o teu medo, pergunta-te qual é o pior cenário possível? Traça todos os cenários que possas imaginar e depois arranja uma solução para todos esses cenários, vais ver que o medo começa a acalmar, simplesmente porque, já arranjaste uma solução para todos os cenários possíveis. A segunda dica que te posso deixar é: enfrenta os teus medos o mais rapidamente possível, quanto mais tempo tu deixares passar maior o teu medo fica, assim que tu enfrentas o teu medo ele vai começar a ser cada vez mais pequeno, até eventualmente tu deixares de ter medo.

Agora gostava de saber de ti? Tu tens algum destes medos ou já aplicaste alguma destas técnicas? Conta-me aqui nos comentários.

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Como vai o teu trabalho?

Como é que te sentes no teu trabalho?

Já paraste para pensar?

Sentes que és valorizado e que valorizas o teu trabalho? Ou sentes que tens mais coisas a fazer, outros objectivos que queres alcançar?

Pois é, estas perguntas nem sempre são fáceis de responder. Eu, por exemplo, não respondo a estas perguntas facilmente. Sinto que o meu trabalho deve ter um propósito e muitas vezes fico na dúvida se estou no caminho certo, se o meu trabalho ajuda alguém e se estou a fazer algo relevante.

Acredito que não seja a única com este dilema, acredito que haja muitas pessoas por aí que também têm as mesmas questões e que as guardam para si, no entanto, acho que estas perguntas têm de ser feitas sim, têm de ser respondidas sim, porque são importantes para evoluirmos enquanto pessoas e para conseguirmos adaptar a nossa realidade àquilo que queremos para a nossa vida.

É importante nestas alturas pensarmos naquilo que somos e sentimos realmente, o que sempre gostámos de fazer e o que é que faríamos mesmo sem recebermos um pagamento, acho que este é a principal forma de encontrarmos o que realmente queremos fazer na vida, depois é importante também percebermos que valores mexem connosco e com certeza é por aí o caminho.

Por isso, independentemente da tua idade, profissão, estudos, estrato social, pensa nestas coisas, define o teu caminho e começa, vai pelo que tu sentes realmente que faz sentido para ti e não pelo que a sociedade diz que tu tens de fazer.

Avança.

Faz por ti.

Sem medos.

Confia.

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