Todos erramos

Estamos num momento, em que é muito difícil aceitarmos os erros, sejam eles nossos ou das pessoas que nos rodeiam. Quando erramos, seja no que for temos logo uma sentença sobre a nossa cabeça que a sociedade nos impõe, e para mim, esta “sentença” não faz sentido nenhum.

Nós somos seres humanos, somos falíveis, é uma das coisas mais certas da nossa vida é que num momento ou noutro vamos falhar ou pelo menos fazer as coisas menos bem, é normal, é a nossa natureza. No entanto, no nosso emprego, se falharmos temos logo o chefe a chamar-nos a atenção. Mais grave ainda, quando falhamos connosco próprios, nós tratamo-nos, muitas vezes, como se fossemos lixo, por causa de uma falha. Quando na verdade, quem nunca erra são as máquinas (e ainda assim, não ponho as minhas mãos no fogo por elas, simplesmente porque são construídas por seres humanos).

Temos de interiorizar que nós estamos aqui para evoluir e que nesse processo de evolução inevitavelmente vamos falhar, simplesmente porque nós aprendemos muito com as falhas. Quando eu vejo que fiz alguma coisa mal, eu consigo ver o que fiz mal e pensar em maneiras de fazer bem. A mim, vale-me de pouco, por exemplo num trabalho, quando erro ter o chefe à perna quando eu faço alguma coisa mal, no entanto, vale-me de muito, se esse chefe me ensinar a fazer melhor o meu trabalho. A mim, pouco me vale, ser sentenciada por algo que não está correcto, mas vale-me de muito, se a pessoa que me viu a dizer ou a fazer algo mal, me disser o porquê de eu estar errada. E claro, que essa correção deve ser feita com educação e calma e não com chacota e gritaria, já que o mais provável quando existe chacota é que a pessoa se feche e não ouça o que as pessoas lhe dizem.

É preciso tratarmos os outros como gostaríamos que nos tratassem a nós. Só assim, podemos todos melhorar e ser mais felizes, só assim vamos construir um mundo mais feliz e eficaz. Sendo gentis com os nossos erros e com os erros dos outros, porque no final das contas, somos todos seres humanos e são os nossos erros que nos ajudam a construir o nosso carácter.

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Vamos apenas amar

O amor para mim é a principal força motivadora positiva, é o centro de tudo.

Vemos muitas vezes pessoas que mudaram a sua vida por amor, seja esse amor por uma pessoa ou pela profissão, muitas vezes as coisas são criadas por amor. O amor é tão importante que uma das principais terapias alternativas, o reiki, têm por base o amor, porque só quem ama incondicionalmente tem capacidade dar sem receber.

Por isso acho perfeito que exista uma data de celebre o amor, embora ache que não se deva celebrar só o amor entre casais e sim o amor de uma forma geral, porque também acredito que o amor tem potencial para acabar com graaande parte dos males do mundo: a guerra, a inveja, a violência doméstica… Porque quando nos amamos a nós próprios, não precisamos de ver ninguém mal para nos fazer sentir superior, não ficamos dependentes de ninguém, nem desejamos ter a vida de alguém.

Por isso, vamos festejar o amor de uma forma geral, o amor-próprio, o amor entre casais, o amor entre irmãos, entre vizinhos, pelos animais, todas as formas de amor e vamos desejar que todas as formas de amor sejam completamente aceites dentro de muito pouco tempo, seja o amor-próprio que ainda é muito confundido com egocentrismo, seja o amor homossexual, seja o amor por pessoas de outros países, seja o amor fraterno entre qualquer pessoa que pode ser confundido com favoritismo ou com oportunismo, seja que amor for, vamos apenas amar-nos, cada vez mais e sem preconceito.

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I am not your Guru – Tony Robbins | Review

Já vi este documentário há algum tempo na Netflix. Tenho de começar por dizer que sou fã do Tony Robbins e da mensagem que ele passa, da auto-responsabilização pelo nosso futuro e pela nossa vida.

O documentário mostra um pouco do que são os eventos dele e da vida dele durante esses eventos. Confesso que gostava de ir a um deles porque sinto que tenho muito a aprender com ele, um homem que saiu da miséria e agora tem um império bilionário, um dos “popularizadores” da programação neurolinguística e do coaching nos Estados Unidos, o Tony Robbins pegou na sua vida e fez com que as dores pelas quais passou ajudassem outras pessoas a superar as dificuldades das suas vidas.

O documentário é isto mesmo, ouvir histórias de vida das pessoas que estão lá a participar e ver a forma como ele lida com essas pessoas e os seus problemas. Eu consegui ver-me reflectida em muitas das histórias que por lá passam, nos medos que são apresentados e senti que esses medos são mais comuns do que pensamos. Revi-me tanto que senti que as soluções encontradas para aquelas pessoas se aplicam perfeitamente na minha vida.

Há quem diga que o documentário é apenas uma promoção ao negócio do Tony Robbins, eu senti que não, claro que promove os eventos mas senti, acima de tudo mostra que todos passamos por provações na vida, todos temos “boas desculpas” para não fazer. No entanto, quem quer fazer arranja maneira, podemos não ir pelo caminho que idealizámos de início, com certeza teremos de recalcular a rota algumas vezes, mas há sempre uma forma de lá chegar se é mesmo isso que queremos. Mostra-nos também que é apenas verdade aquele velho clichê: “o que não nos mata, torna-nos mais fortes”. 

Por isto tudo, eu recomendo muito que vejas este documentário, eu gostei muito, mas também sou muito suspeita por ser grande fã do Tony. Vê e conta-me o que tu achas-te aqui nos comentários.

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É para o menino e para a menina

Acho que todos, desde sempre, ouvimos os maiores estereótipos a separar as meninas dos meninos. Quem nunca ouviu?

Meninas usam cor-de-rosa. Meninos usam azul.

Meninas brincam com bonecas. Meninos com carrinhos e bolas.

Meninas são princesas delicadas. Meninos são brutos.

Mulheres têm de saber fazer as tarefas domésticas. Homens têm de saber fazer bricolagem.

Mulheres são muito dramáticas. Homens não choram.

Mulheres que tenham vários companheiros são p*tas. Homens que tenham várias companheiras são muito machos.

Mulheres com cargos de topo é porque se deitaram com alguém. Homens com cargos de topo são homens de negócios e respeito.

Vamos pensar sobre tudo isto?

Quando é que vamos chegar à conclusão que um homem que vista de cor-de-rosa não é obrigatoriamente homossexual?

Quando é que vamos chegar à conclusão que há mulheres que não gostam e não são boas a fazer algumas tarefas domésticas, mas que há homens que gostam sim de cuidar da casa e que “não são menos homens” por isso, tal como as mulheresnão são menos mulheres” por isso?

Quando é que vamos chegar a conclusão que as mulheres têm muito mérito no trabalho que fazem e que não precisam de se deitar com alguém para chegar a lugares de topo?

Quando vamos chegar a conclusão que eu por ser mulher não tenho de ter o jantarinho feito ao meu marido quando ele chega a casa? E que os homens não têm de ajudar mas sim de dividir tarefas?

Se formos ver somos todos pessoas. Cada um com a sua experiência no mundo, mas todos deveríamos ter os mesmos direitos: de chorar, de rir, de estarmos com quem quisermos, de sermos devidamente recompensados pelo nosso trabalho segundo o que fazemos e não pelo nosso género, de brincar com o que quisermos, de trabalharmos com o que quisermos, de sermos quem somos. Livres de estereótipos. Livres de julgamentos.

Livres.

Tu… Não queres ser livre?

Sê livre. Porque ao nos libertarmos fazemos com que outras pessoas vejam que há espaço para cada um ser o que realmente é.

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Vamos ser felizes sozinhos?

Há um grande preconceito da sociedade com quem é solteiro. Desde pequeninos que nos habituamos a ouvir perguntas, como: “Então, já namoras?”. Pelo menos, no meu caso, desde que entrei na escola que me lembro das pessoas me perguntarem se eu já tinha um namorado.

A porca começa a torcer o rabo, quando chegas aos 18 anos e continuas a dizer que não a esta pergunta, pior ainda, se por acaso namoras durante um tempo e a relação acaba. Hoje tenho 25 anos e já ouço algumas pessoas a dizer que sou: “a encalhada”. Essas pessoas não podiam estar mais enganadas. Se há coisa que não me sinto é encalhada. Não é preciso um namorado para ser feliz.

A verdade é que somos educados para precisarmos de alguém para sermos felizes, quando, na verdade é ao contrário, precisamos de ser felizes para termos alguém. Muitas vezes descobrimos isto, porque voltamos a estar solteiros ou saímos de casa dos pais e vemo-nos sozinhos a ter de conviver connosco. No princípio custou-me muito, eu não sabia conviver comigo mas, ao mesmo tempo, foi a melhor aprendizagem que tive na minha vida e estou a ter.

Descobri um monte de coisas que não sabia sobre mim, porque simplesmente comecei a ter tempo para passar comigo: a pensar, a cuidar de mim, a pesquisar assuntos que nunca tinha pesquisado, a ver filmes que teria deixado de ver por saber a outra pessoa não teria interesse, a aprender a cozinhar, a ler sobre novos assuntos. Assim, comecei a descobrir que gostava de fazer coisas que não sabia que gostava.

E atenção que não estou a dizer que estar acompanhado é mau, pelo contrário, mas temos de aprender a ser felizes sozinhos também e a ver as mudanças como coisas boas.

Há muitas pessoas que engatam relações umas nas outras por simplesmente não saberem ou não quererem estar sozinhas, quando o fim de uma relação pode ser das melhores coisas que nos pode acontecer. O impacto de perder uma rotina pode levar-nos a um novo patamar do nosso ser, do nosso autoconhecimento e apontar-nos um novo caminho de vida. Pode ser uma oportunidade de fortalecer amizades e conhecer novas pessoas.

Além disso, não há uma idade para encontrar uma pessoa com quem faça sentido partilhar a vida. Eu continuo a ser apologista do bom e velho ditado: “mais vale sozinha do que mal acompanhada”, embora muitas pessoas não se guiem por ele, acho que sem sabermos quem realmente somos não vale a pena dividir a vida com ninguém, até porque a outra pessoa não tem de vir completar nada, mas sim acrescentar a quem somos. Por isso, se estás solteiro, aproveita.

Aproveita para te desafiares, para te conheceres, para sair da rotina, para fazer coisas que habitualmente não farias, para ler livros que nunca pensaste ler, para experimentar coisas que nunca fizeste, para ouvir música que não ouvirias, para aprender novas coisas sobre ti, para te ouvires, para te cuidares, para seres tu em todos os sentidos que isso pode significar.

Aproveita para seres a versão mais completa de ti próprio, porque como se diz: se tu não gostares de ti, quem gostará?

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