Vamos falar sobre peso?

Estamos numa altura das nossas vidas em que os nossos corpos são alvos de críticas e de preconceitos constantemente, ou porque estamos acima do peso ou porque estamos magros, todas as formas físicas são “boas” para receberem críticas.

Eu, por exemplo, por ser magra não posso dizer que ando a cortar nas pizzas ou nos hambúrgueres, nem sequer posso ousar dizer que tenho de começar a fazer mais exercício físico, porque aos olhos da sociedade já sou magra o suficiente não preciso de ter mais cuidados.

Já uma pessoa que esteja acima do peso, não pode comer nada porque as pessoas começam automaticamente a tentar perceber o que é que ela vai comer e se têm o azar de ir comer fora a uma rede de fast food é automaticamente criticada, quando na realidade, pode ser a única vez na semana que ela está a quebrar a regra. E mesmo que não seja, mesmo que seja hábito, ninguém têm nada a ver com isso.

Temos de perceber que cada um sabe de si, e podemos ver alguém que seja gordo e seja muito mais saudável que uma pessoa magra, o peso não é indicativo do estado de saúde. Já pensaste que a pessoa gorda que ainda hoje estiveste a controlar o que comia, pode na realidade ser gorda por conta de alguma medicação que a pessoa toma? E essa mesma pessoa pode ter todos os cuidados alimentares para tentar contrariar essa tendência a engordar? Assim como a pessoa magra, pode ser extremamente sedentária e só comer porcarias, e por isso, ter problemas de saúde.

Eu acho que nós temos de ter a noção que nós não sabemos o que se passa na vida das pessoas pelo peso delas. Nós não temos todos de ter corpos esculturais e todos trabalhados. Temos sim, de viver dentro de um corpo que nos faça feliz. No final das contas, para que me serve um corpo escultural, se eu odeio todo o ritual de fazer exercício e de restrição alimentar para lá chegar? Do que me serve ter um corpo magro, se na realidade eu amo comer e vivo infeliz de não poder comer o que quero?

Na verdade, este post serve para apenas um motivo: percebermos que a forma do corpo não nos define: estados de saúde, personalidade, capacidade ou não de trabalhar. A forma do corpo é apenas isso: uma forma, e é cada um dentro do seu corpo e com o seu médico que sabe, o que é ou não melhor para si, e não nós, meros juízes de bancada, a julgar apenas por uma imagem que temos da pessoa.

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Por um mundo melhor… igualdade

Ser mulher é maravilhoso, mas também, ainda é um desafio. Ainda somos vistas como o sexo fraco, ainda somos rotuladas por coisas que um homem nunca seria, ainda somos vistas como mão de obra mais barata, ainda somos vistas como menos inteligentes, ainda somos vistas como menos capazes, ainda somos vistas como exageradas, ainda somos vistas como dramáticas. Claro que estou a generalizar mas ainda há muitas pessoas que pensam assim.

Há orgulho, por parte dos homens, de ajudarem as mulheres nas tarefas domésticas, no entanto, as mulheres não precisam de ajuda nas tarefas, precisam sim, de partilhar as tarefas com alguém. Quando um filho nasce é a mulher que fica em casa, melhoramos um pouco, os homens podem ficar uns dias com a mulher, mas serão dias suficientes para a recuperação da mulher? Quando uma mulher vai viajar a trabalho sem o filho, tem o rótulo de ser má mãe, já se for o pai, é um bom pai de família.

Ganham as mulheres o mesmo que os homens na mesma função? Não. A opinião da mulher têm o mesmo peso que a do homem? Não. Sofre a mulher bullying em “funções de homem”? Sim. Quando uma mulher se queixa de alguma coisa é considerada uma histérica? Sim. Quando uma mulher está revoltada com algo, automaticamente assumem que está de TPM? Sim.

Por tudo isto e muitas mais coisas, há muito trabalho a fazer para que uma mulher tenha o mesmo lugar na sociedade que um homem, por isso, mãos ao trabalho e nada de baixar os braços. Por uma sociedade mais equilibrada, funcional e justa.

Feliz dia da mulher.

Todos erramos

Estamos num momento, em que é muito difícil aceitarmos os erros, sejam eles nossos ou das pessoas que nos rodeiam. Quando erramos, seja no que for temos logo uma sentença sobre a nossa cabeça que a sociedade nos impõe, e para mim, esta “sentença” não faz sentido nenhum.

Nós somos seres humanos, somos falíveis, é uma das coisas mais certas da nossa vida é que num momento ou noutro vamos falhar ou pelo menos fazer as coisas menos bem, é normal, é a nossa natureza. No entanto, no nosso emprego, se falharmos temos logo o chefe a chamar-nos a atenção. Mais grave ainda, quando falhamos connosco próprios, nós tratamo-nos, muitas vezes, como se fossemos lixo, por causa de uma falha. Quando na verdade, quem nunca erra são as máquinas (e ainda assim, não ponho as minhas mãos no fogo por elas, simplesmente porque são construídas por seres humanos).

Temos de interiorizar que nós estamos aqui para evoluir e que nesse processo de evolução inevitavelmente vamos falhar, simplesmente porque nós aprendemos muito com as falhas. Quando eu vejo que fiz alguma coisa mal, eu consigo ver o que fiz mal e pensar em maneiras de fazer bem. A mim, vale-me de pouco, por exemplo num trabalho, quando erro ter o chefe à perna quando eu faço alguma coisa mal, no entanto, vale-me de muito, se esse chefe me ensinar a fazer melhor o meu trabalho. A mim, pouco me vale, ser sentenciada por algo que não está correcto, mas vale-me de muito, se a pessoa que me viu a dizer ou a fazer algo mal, me disser o porquê de eu estar errada. E claro, que essa correção deve ser feita com educação e calma e não com chacota e gritaria, já que o mais provável quando existe chacota é que a pessoa se feche e não ouça o que as pessoas lhe dizem.

É preciso tratarmos os outros como gostaríamos que nos tratassem a nós. Só assim, podemos todos melhorar e ser mais felizes, só assim vamos construir um mundo mais feliz e eficaz. Sendo gentis com os nossos erros e com os erros dos outros, porque no final das contas, somos todos seres humanos e são os nossos erros que nos ajudam a construir o nosso carácter.

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Vamos apenas amar

O amor para mim é a principal força motivadora positiva, é o centro de tudo.

Vemos muitas vezes pessoas que mudaram a sua vida por amor, seja esse amor por uma pessoa ou pela profissão, muitas vezes as coisas são criadas por amor. O amor é tão importante que uma das principais terapias alternativas, o reiki, têm por base o amor, porque só quem ama incondicionalmente tem capacidade dar sem receber.

Por isso acho perfeito que exista uma data de celebre o amor, embora ache que não se deva celebrar só o amor entre casais e sim o amor de uma forma geral, porque também acredito que o amor tem potencial para acabar com graaande parte dos males do mundo: a guerra, a inveja, a violência doméstica… Porque quando nos amamos a nós próprios, não precisamos de ver ninguém mal para nos fazer sentir superior, não ficamos dependentes de ninguém, nem desejamos ter a vida de alguém.

Por isso, vamos festejar o amor de uma forma geral, o amor-próprio, o amor entre casais, o amor entre irmãos, entre vizinhos, pelos animais, todas as formas de amor e vamos desejar que todas as formas de amor sejam completamente aceites dentro de muito pouco tempo, seja o amor-próprio que ainda é muito confundido com egocentrismo, seja o amor homossexual, seja o amor por pessoas de outros países, seja o amor fraterno entre qualquer pessoa que pode ser confundido com favoritismo ou com oportunismo, seja que amor for, vamos apenas amar-nos, cada vez mais e sem preconceito.

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I am not your Guru – Tony Robbins | Review

Já vi este documentário há algum tempo na Netflix. Tenho de começar por dizer que sou fã do Tony Robbins e da mensagem que ele passa, da auto-responsabilização pelo nosso futuro e pela nossa vida.

O documentário mostra um pouco do que são os eventos dele e da vida dele durante esses eventos. Confesso que gostava de ir a um deles porque sinto que tenho muito a aprender com ele, um homem que saiu da miséria e agora tem um império bilionário, um dos “popularizadores” da programação neurolinguística e do coaching nos Estados Unidos, o Tony Robbins pegou na sua vida e fez com que as dores pelas quais passou ajudassem outras pessoas a superar as dificuldades das suas vidas.

O documentário é isto mesmo, ouvir histórias de vida das pessoas que estão lá a participar e ver a forma como ele lida com essas pessoas e os seus problemas. Eu consegui ver-me reflectida em muitas das histórias que por lá passam, nos medos que são apresentados e senti que esses medos são mais comuns do que pensamos. Revi-me tanto que senti que as soluções encontradas para aquelas pessoas se aplicam perfeitamente na minha vida.

Há quem diga que o documentário é apenas uma promoção ao negócio do Tony Robbins, eu senti que não, claro que promove os eventos mas senti, acima de tudo mostra que todos passamos por provações na vida, todos temos “boas desculpas” para não fazer. No entanto, quem quer fazer arranja maneira, podemos não ir pelo caminho que idealizámos de início, com certeza teremos de recalcular a rota algumas vezes, mas há sempre uma forma de lá chegar se é mesmo isso que queremos. Mostra-nos também que é apenas verdade aquele velho clichê: “o que não nos mata, torna-nos mais fortes”. 

Por isto tudo, eu recomendo muito que vejas este documentário, eu gostei muito, mas também sou muito suspeita por ser grande fã do Tony. Vê e conta-me o que tu achas-te aqui nos comentários.

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