E que tal aproveitar o presente?

Muitos de nós, senão quase todos, temos muita dificuldade em viver o momento presente, a culpa disso é a constante procura por novidades, a constante preocupação com o futuro, a constante preocupação com o que podemos ou não ter feito de mal e as constantes notificações que temos de tudo e mais alguma coisa, sabemos até de coisas que não nos interessam para nada. É esta constante necessidade de actualização que nos leva a casos gravíssimos de ansiedade.

Por isso é urgente aprender a viver no momento presente e a valorizar o momento, porque estados de ansiedade são cada vez mais frequentes e as doenças devido a estes estados de ansiedade também o são, por isso, hoje trago-vos algumas dicas para viverem mais no momento presente:

  • Faça uma coisa de cada vez – muitas vezes damos por nós a fazermos 500 mil coisas ao mesmo tempo, porque temos telefones para atender, e-mails para responder, um compromisso importantíssimo para ir, 2 ou 3 tarefas para fazer. Muitas vezes, no final do dia, nem sequer conseguimos chegar a meio de tudo o que tínhamos para fazer porque tentamos fazer tudo de uma vez e porque estávamos demasiado tensos. Por isso, o meu conselho é: mesmo que te pareça que não podes, faz uma coisa de cada vez, vais ver que és mais produtiva, consegues estar mais tranquila e contacto contigo mesma.
  • Pausas – Vai fazendo pausas durante o dia entre as tuas tarefas, faças o que fizeres, tenta tirar uma pausa, nem que seja de um minuto entre cada tarefa, eu que já trabalhei em ambiente de agência sei da importância desta pausa e do quanto é quase impossível faze-la, no entanto, se não a fizermos passamos pelo dia sem darmos conta do que sentimos, do que fizemos e de que vivemos naquele dia. Portanto, nem que seja por um minuto, pára, respira, faz um check-up ao teu corpo para perceberes como te sentes, bebe água e depois sim, continua a trabalhar.
  • Tem atenção a todos os seus sentidos – É importante termos os nossos sentidos apurados, muitas vezes, estamos com os nossos sentidos desligados. Muitas vezes estamos tão concentrados no futuro e no passado que não aproveitamos o que se está a passar agora, por isso, uma dica que te posso dar para te transportares para o agora é prestar atenção ao que está ao teu redor: as folhas a balançar, ao vento, a tua respiração, ao sol a brilhar ou à lua no céu, presta atenção aos pormenores.
  • Aceitar – Aceitar o que temos agora sem reclamarmos constantemente o que podíamos ter se…, o que fizemos porque…, o que queríamos ter se…, estes ses e porquês matam por completo o nosso momento presente, o que devemos fazer é aceitar e agradecer o que temos agora, sem pensar no passado ou no futuro, preocuparmo-nos apenas com o passo que podemos dar agora.

Estas são a primeiras 4 dicas que tenho para vos dar, lembrem-se que no início não é fácil manter esta rotina, no entanto, assim que conseguimos manter esta rotina na nossa vida, começamos a viver uma vida muito mais tranquila, descansada e sem tantas irritações.

Sem-título-1

Sabes o valor do silêncio?

Hoje em dia tudo o que não existe na nossa sociedade é silêncio, seja por conta das notificações, seja por conta dos telefonemas, e-mails, seja por causa de carros, buzinas, seja por conta da televisão constantemente ligada ou do rádio, seja mesmo por causa de pessoas sempre a falar. A velocidade a que o mundo avança é um denominador extremamente importante para a quantidade de ruído que constantemente temos à nossa volta. Com tudo isto chegamos a um ponto em que nunca estamos verdadeiramente em silêncio e acho que posso até dizer que nós com a desabituação do silêncio criamos um certo medo dele, tanto que quando estamos um bocadinho sem barulho a nossa volta, começamos logo: “Aí…. põe um bocadinho de música por amor de Deus” ou então: “Ai… liga a televisão. Está aqui um silêncio que não se pode.”, sendo que o nosso “habitat natural” é o silêncio é muito estranho que frases deste género existam.

É por isto tudo que eu hoje te venho falar das vantagem do silêncio e do que ele nos traz de tão valioso, podemos começar por falar do descanso, quando estamos em silêncio a nossa mente tem finalmente permissão para descansar, muitas vezes passamos o dia inteiro afundados em barulhos sem darmos descanso ao cérebro no entanto ele só descansa quando não temos nenhum som a perturbar.

Outro dos benefícios do silêncio é o autoconhecimento, quando nós estamos em completo silêncio temos permissão do nosso cérebro para sermos nós próprios, simplesmente porque o cérebro sente-se confortável em silêncio e começa a sentir-se livre para ser ele próprio. Mas não se sente só livre, com o silêncio começamos a aperceber-nos das energias subtis que nos chegam do universo e do que ele nos quer dizer e por isso ligamo-nos mais à nossa espiritualidade.

Com o silêncio temos também a oportunidade de nos curarmos, quando estamos em silêncio os assuntos que precisam de ser resolvidos aparecem na nossa mente e esse silêncio dá-nos disponibilidade e oportunidade de começar a resolver esses problemas, que muitas vezes, se podem resolver com algum tempo connosco em silêncio, simplesmente, porque temos tempo de olhar para eles de outra perspectiva e conseguir outra solução para o mesmo problema.

Ou seja, quando estamos em silêncio estamos a fazer um importantíssimo trabalho de higiene mental que nos permite descansar, conhecermo-nos e reconectar-nos connosco próprios. Assim, conseguimos ter os pés bem assentes na terra e percebermos quando e onde queremos ir e mais importante ainda, estamos a promover a nossa saúde mental.

E vocês costumam estar em silêncio? Costumam fazer a vossa higiene mental? Contem-me tudo aqui nos comentários.

Sem-título-1

Sabes lidar com os teus problemas?

Quem nunca passou por momentos mais baixos na vida? Toda a gente já passou por um momento menos simpático, a vida é uma grande roda em que um dia estamos em cima, noutros dias estamos em baixo. Mesmo quem parece ter uma vida “fácil”, têm os seus problemas, os seus pontos altos e os seus pontos baixos na vida. O que nos separa uns dos outros é a forma como encaramos os momentos, se nos deixamos deslumbrar quando corre bem, se nos deixamos afundar quando corre mal, por isso, mesmo hoje venho falar-vos de como lidar com os momentos baixos da vida.

O primeiro grande conselho que tenho para vos dar é: aceitar sem se render. Isto quer dizer que não devemos entrar em piloto automático contra o problema, quando temos um problema devemos admitir e aceitar que o temos, afinal, todos temos problemas na vida e é normal, não somos mais nem menos por isso, não somos mais sortudos ou menos sortudos por isso. Temos de olhar para o problema como uma “coisa” que está ali e começar a pensar como o vamos resolver, sem se deixar engolir por ele. Lembra-te: todos os problemas se resolvem.

Um dos melhores conselhos que te posso dar para resolver o problema é olhá-lo de várias perspectivas e tentar arranjar várias soluções. Muitas vezes olhamos para as coisas apenas de uma perspectiva e deixamos de as ver na totalidade, deixamos de ver outras formas de o resolver que muitas vezes nos poderiam servir melhor do que a solução que temos no momento, por isso, tenta construir um afastamento entre ti e o problema, olha para ele de todos os pontos de vista, vais ver que o resolves mais depressa e melhor.

Agradece. Agradecer à vida é muito importante, claro que muitas vezes durante os problemas não temos muita vontade de agradecer mas é importante faze-lo, pelo menos, quando já o conseguimos resolver. Os problemas não são nada mais nada menos que uma forma de nós aprendermos lições e evoluirmos enquanto seres humanos, por isso, agradece por cada desafio que te aparece, vais aprender muito com eles.

Na sequência do conselho anterior trago-vos o último conselho deste post: olha para dentro de ti. Como disse no ponto anterior, muitas vezes, os problemas trazem-nos lições importantes para a nossa vida e um dos exercícios que eu gosto de fazer, é olhar para o problema, olhar para o meu interior e perguntar-me o que é que eu posso aprender com aquele problema, o que é que ele me está a querer ensinar e perceber se é preciso melhorarmos alguma coisa em nós para resolver o problema.

Acima de tudo a maior mensagem que vos quero passar com este post é: encarem os problemas como uma coisa normal da vida, todos nós num momento ou noutro, com mais ou menos intensidade passamos por problemas e são eles que nos ensinam as grandes lições das nossas vidas, por isso, agradeçam, porque se hoje tens um problema é porque amanhã serás uma pessoa mais completa.

Sem-título-1

A meditação não é um bicho de 7 cabeças!

Já todos nós ouvimos falar de meditação, se lêem os meus posts regularmente sabem que eu já falei algumas vezes de meditação mas hoje venho desmistificar esta prática. Quando falo sobre a meditação normalmente a expressão que eu mais ouço é: “Aí, isso não é para mim, eu não consigo ficar quieta durante tanto tempo”. E a realidade é que ao princípio ninguém consegue. Logo a seguir ouço “Aí, mas eu não consigo ficar tanto tempo sem pensar em nada” e mais uma vez volto a dizer que no início ninguém consegue.

Por ouvir tantas vezes estas respostas hoje decidi vir aqui falar sobre isto, porque acho muito importante a prática da meditação e acho que muitas mais pessoas podiam beneficiar dela se não tivessem este “medo” ou preconceito com a meditação.

A meditação traz-nos um alívio de stress extremamente importante que nos pode ajudar não só a ser mais felizes, como a conseguir sermos mais produtivos tanto na nossa vida como no nosso trabalho, muitas vezes, sem nos darmos conta começamos a entrar num estado de stress e de pânico que nos paralisa, perdemos o controlo de nós mesmos e perdemo-nos com coisas que muitas vezes podem até ser sem noção. Este stress pode afectar todas as áreas da nossa vida, como o sono, a concentração, os relacionamentos e a saúde. Por tudo isto eu considero tão importante a meditação, porque nos alivia do frenesim do dia-a-dia e da pressão social que nos é imposta todos os dias.

Ao contrário do que muita gente pensa, para meditar, não é preciso estar meia hora parados num sítio a pensar em nada, muito pelo contrário, para começar devemos ir aos poucos. Em momentos de muito stress e de muita agitação, podemos apenas parar um minuto, tomar consciência da nossa respiração e tomar controlo dela ao fazer inspirações e expirações completas, ou seja, até encher os pulmões sem criar esforço e ao expirar relaxar os músculos do corpo, esta é uma forma de voltarmos ao aqui e agora de forma fácil e rápida.

No entanto, é bom guardarmos um tempinho para fazer uma meditação maior, seja ao acordar para nos prepararmos para o dia que aí vêm e/ou à noite para nos aliviarmos do dia que tivemos. Para estes momentos podemos começar com meditações de 5 minutos, há muitas meditações no YouTube e até existem apps com meditações de todas as durações. Nestas meditações, normalmente, o foco é apenas concentrar na respiração e relaxar, é assim que se inicia, com pouco tempo e pouca dificuldade e à medida que vamos ganhando prática podemos ir aumentando o tempo da meditação porque com a prática torna-se mais fácil estarmos mais tempo em estado meditativo.

Mas, e os pensamentos? Eu não consigo parar de pensar. Durante a meditação não é suposto pararmos de pensar, é claro, que o nosso cérebro vai trazer sempre assuntos à nossa cabeça, é natural, o que se faz é olhar o pensamento como uma coisa, aceitar que ele ali está, agradecer e voltar a concentrar na respiração e isto vai acontecer várias vezes durante uma meditação e é normal, o objectivo não é sentar e deixar de pensar mas é sentar, desacelerar e relaxar até eventualmente os pensamentos virem menos frequentemente à nossa mente.

Por isso, não a meditação não é preciso estar uma hora sentada a meditar, não é preciso não pensar em nada, é apenas preciso sentar, tomar consciência de nós próprios e da nossa respiração e relaxar.

Sem-título-1

Vamos largar o telemóvel durante a noite?

Hoje em dia o uso de novas tecnologias é constante, tudo passa pelos telemóveis, computadores, tablets, relógios inteligentes e estamos sempre ligados a internet. Esta constante conexão faz com que o nosso ritmo de vida seja muito mais acelerado e não haja tempo para nós, por outro lado cria um vício, hoje em dia é impensável sair de casa sem telemóvel e estamos constantemente à procura de novidades.

Antes de mais quero dizer que adoro tecnologia e não estou aqui para tentar demoniza-la, acho que a tecnologia vêm trazer muitos benefícios ao mundo, no entanto é preciso sabermos ter conta peso e medida no uso destes gadgets. 

A forma que eu encontrei para controlar esta necessidade de tecnologia é na hora de ir dormir, sabemos que a luz que o telemóvel emite é um tipo de luz que nos desperta e não deixa o nosso cérebro tomar as medidas necessárias para dormir, muitas vezes passamos horas a fio deitados na cama, com o telemóvel a ver o feed de todas as redes sociais de pessoas que conhecemos, de pessoas que admiramos e de pessoas que nunca ouvimos falar, ou seja, nós até nos podemos deitar cedo mas estamos acordados até muito tarde por estarmos nas redes sociais sem darmos conta do tempo estar a passar.

Por isso, eu aqui em casa, comecei a dormir com o telemóvel fora do quarto e sem som, claro que eu preciso de despertador para acordar portanto deixo-o perto o suficiente para o ouvir mas deixo-o fora do quarto. No entanto, largo o telemóvel e ao computador uma hora antes de dormir, normalmente o que acontece é que eu largo o telemóvel e vou para a cama ler. Assim, resolvo dois problemas com apenas uma solução, o primeiro que era dormir muito tarde por estar agarrada ao telemóvel, outro que era a minha frequente queixa que não consiga ler nenhum livro.

Surpreendentemente depois de ter começado a dormir com o telemóvel fora do quarto comecei a perceber algumas alterações na minha vida:

Dormir melhor – depois que comecei a dormir com o telemóvel longe da cama comecei a perceber que durmo muito mais descansada, como se o meu sono rendesse mais e acordo com muito mais energia. Isto explica-se não só porque o meu cérebro começa a preparar-se para dormir muito mais cedo e mais descontraidamente, como porque durante a noite não temos a interferência das radiações do telemóvel, da luz das notificações e do som que o telemóvel faz quando vibra.

Mais relaxada – Comecei a sentir-me mais calma tanto durante a noite como durante o dia, simplesmente porque comecei a ter mais tempo para mim e comecei a ter mais tempo sem o frenesim que o telemóvel nos traz.

Atenção – Quando comecei a não ter o telemóvel por perto a noite, comecei a ter mais tempo para reflectir no que se passou durante o dia, no que eu posso aprender de cada situação e a ter mais tempo para digerir tanto as coisas boas que aconteceram durante como as coisas más e reflectirmos sobre as nossas atitudes e sobre o nosso caminho.

Acordar mais cedo – Depois que comecei a ter o telemóvel fora do quarto durante a noite comecei a acordar mais cedo, tanto porque tenho de me levantar para desligar o despertador e não tenho forma de fazer snooze como porque durmo melhor e o meu corpo fica descansado mais cedo.

Para além de que nos afastamos mais das radiações que os telemóveis emitem e isso só pode ser bom, lembrar que nós não fomos feitos para estarmos constantemente mergulhados em radiações, muito menos as que são emitidas pela tecnologia.

Eu pessoalmente aproveito que passo a noite sem telemóvel e faço isso durante uma hora durante a manhã, assim que acordo esforço-me para não pegar logo no telemóvel e concentrar-me em mim e só depois é que eu começo a interagir com o mundo.

Depois disto, estás disposto/a a experimentar durante um mês dormir sem o telemóvel no quarto? Experimenta e depois conta-me aqui nos comentários o que achaste 😉

Sem-título-1