As cores definem a orientação sexual?

Já aqui falei algumas vezes sobre as “diferenças” entre meninos e meninas, este tema é muito presente na minha vida por ser menina mas sobretudo por querer que tanto o meu sobrinho, como a minha sobrinha, tenham oportunidades iguais para serem quem são e para terem liberdade de se expressar como quiserem. Para mim, não faz, nem nunca fez sentido aquela divisão que é feita logo a nascença: azul é para menino e cor-de-rosa é para menina, talvez porque nunca fui grande fã de cor-de-rosa mas sempre gostei muito de azul.

Fui crescendo e fui ouvindo que os homens que vestem cor-de-rosa são homessexuais, como se isto fosse um insulto e eu nunca percebi o porquê. Lembro-me quando o Benfica teve um equipamento cor-de-rosa, que não se falava de outra coisa porque: “Homens que são homens não se vestem de cor-de-rosa”. Isto já lá vai uns anos.

Agora, veio a Zippy, marca de coragem, com uma colecção que serve tanto para menino como para menina, para mim, assim que vi a colecção o único problema que lhe apontei foi o facto de não existir peças com cor-de-rosa, ou seja, o preconceito com o cor-de-rosa continua a não ser quebrado. Mas, para meu espanto, a grande polémica desta colecção foi a campanha. A campanha que têm todas as cores do arco-íris e que se assemelha levemente a bandeira LGBTQI+ e foi aí que apareceram muitas pessoas a dizer que vão fazer boicote à Zippy, que a marca está a tentar influenciar a identidade de género das crianças, que é inadmissível associarem as crianças a uma orientação sexual.

Por isso, eu venho escrever este post, para dizer: Meus amigos, a identidade de género e a orientação sexual não se define pela roupa que nós vestimos, não se define pelas cores que usamos, não se define porque uma marca de roupa faz uma campanha colorida. A roupa não diz nada sobre a nossa orientação sexual. Bem como a profissão, o carro, as amizades. Nada. A orientação sexual e a identidade de género faz parte daquilo que a pessoa é e nasceu para ser. Eu posso ser uma advogada super bem-sucedida e ser lésbica ou bissexual ou transgénero, o meu amigo pode ser bailarino (profissão frequentemente associada a homens gays) e ser heterossexual.

A identidade de género e a orientação sexual faz parte do que a pessoa é: não é uma escolha, não é influenciável por cores, amizades ou profissões, cada um é como é, tal como uma pessoa nasce com os olhos castanhos, azuis ou verdes, a orientação sexual e a identidade de género também nascem connosco.

Por isso, apesar de não haver uma peça cor-de-rosa nesta colecção, venho aqui aplaudir de pé a Zippy pela campanha e pela coleção porque só assim é que a sociedade evolui, continuem assim, por favor, não desistam. Parabéns.

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Queres conhecer-te melhor? #03

Mais um inicio de mês, mais 4 questões de autoconhecimento que eu decidi trazer para vocês. O desafio é o mesmo, pegar numa questão por semana e perceber qual é a verdadeira resposta a cada uma delas. Todas as semanas eu vou publicar, tanto no facebook como no Instagram um post com a pergunta da semana, para não te deixar esquecer sobre elas.

As perguntas este mês são:

  1. Como é que tu te vês?
  2. Como é que tu gostarias que os outros te vissem?
  3. Qual é a diferença entre o que tu és e como tu gostarias de ser?
  4. Tu esforçaste para ser quem tu queres ser?

As perguntas deste mês como tu podes perceber, são questões muito duras de responder mas é importante que tu te esforces por ser o mais sincero possível quanto a elas porque só assim elas podem mudar a tua vida, por isso, tira um tempinho para ti e responde a cada pergunta com sinceridade, vais ver que vai mudar muito a forma como te vês a ti próprio e a reacção dos outros a ti.

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A mentira no nosso corpo

Hoje é dia das mentiras e por isso venho falar das consequências das mentiras no nosso corpo, porque os nossos corpos não gostam de mentiras, tanto que, muitas vezes as nossas mentiras são detectadas na nossa linguagem corporal, porque o corpo tende sempre a dizer a verdade, e, por isso mesmo, quando expomos o nosso corpo às mentiras frequentemente acabamos por contrair alguns sintomas.

Antes de passar aos sintomas físicos, sabe-se que sentimentos comuns em quem mente frequentemente (e não sofre nenhuma patologia maior) são a culpa e o medo. A partir do momento em que mentimos começamos a sentir o medo de sermos apanhados na mentira e isso aumenta os nossos níveis de stress. Por consequência deste stress e deste medo, o cérebro acaba por libertar hormonas de alerta, como a adrenalina, que com o acumular das mentiras podem trazer-nos: insónias, compulsão alimentar, tensão muscular, dores no abdómen e no estômago, taquicardia, sudorese, tremores. Ou seja, a mentira vai desequilibrar-nos por completo os chakras e vai fazer com que a longo prazo surjam somatizações mais graves destes desequilíbrios.

Quanto aos sintomas psicológicos podemos contar ainda com: irritabilidade, depressão, mau humor, desconcentração e por consequência começam a existir acidentes pela desconcentração e distracção.

Por isto tudo, é bom perguntarmo-nos se vale a pena viver na mentira. Não será mais fácil viver com a verdade? Enfrentar a consequência dos nossos actos e viver sem este desequilíbrio que a mentira gera no nosso corpo? A ideia é percebermos porque é que precisamos de mentir? É porque fizemos alguma coisa errada ou porque há alguém que não entende o que fizemos, mesmo não prejudique ninguém, para as duas temos uma solução. Se precisamos de mentir porque fizemos alguma coisa mal, é uma oportunidade de aprendermos e fazermos melhor na próxima. Se é alguém que não entende o que fazemos, afasta-te dessa pessoa, porque essa pessoa não te faz bem. Uma coisa é certa, viver na mentira não é solução.

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Pausa para… vídeo

Hoje fazemos uma pausa na programação de posts escritos para trazer uma novidade para quem não me segue nas redes sociais. Na segunda-feira comecei um canal no YouTube, uma forma de ficarmos mais próximos e de vocês me conhecerem um pouco melhor. A programação aqui no blog vai continuar igual, podem contar com os 3 posts habituais: Segunda, Quarta e Sexta. Hoje, trago-vos o meu último video que saiu ontem, espero que gostem ❤

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Vamos livrar-nos de rótulos?

Se há coisa que é habitual no ser humano é rotular as pessoas, seja porque é desorganizada, porque é desatento, demasiado tímido, porque estamos despenteados, porque somos demasiado magros ou demasiado gordos, porque somos demasiado novos ou demasiado velhos. Para todo o tipo de pessoas temos um rótulo, quase sempre dado sem conhecer a pessoa que estamos a rotular, então, se vemos alguém que tem um cabelo ondulado e não liso, muitas vezes, já dizemos que a pessoa está despenteada, se a pessoa é mais gordinha é porque só come e porque não faz mais nada além disso. Estes rótulos são dados sem se pensar minimamente no que pode estar por trás da vida da pessoa ou como a pessoa se pode sentir ao ouvir este rótulo.

A Madre Teresa de Calcutá dizia uma coisa com a qual eu concordo muito: “Quem julga as pessoas não tem tempo para amá-las” e isto é rigorosamente verdade, nós quando perdemos tempo a pôr as pessoas em caixinhas não estamos a investir esse mesmo tempo em conhecer a pessoa e a saber mais sobre ela, estamos apenas a olhar superficialmente para ela e a subjugar a pessoa a algo.

Sim, porque eu acredito que quando estamos a rotular alguém estamos a subjugá-la a alguma coisa que é negativo, porque estamos a ver apenas um lado da nossa percepção da pessoa, quando isso pode não ser a verdade. Nós somos muito de muitas coisas, não é porque eu tenho um estilo mais descontraído que não sou uma pessoa séria, não é porque eu sou bem disposta que não sou competente, nós somos muitas coisas e temos várias facetas. E ao colocarmos rótulos estamos a tentar que a pessoa não viva em pleno todas as suas facetas, porque se desde pequenos ouvimos constantemente, que somos apenas aquilo, chegamos a um ponto da nossa vida em que podemos acreditar que somos mesmo só aquilo.

Quando na realidade, nós viemos cá para sermos felizes e a felicidade constrói-se a partir da aceitação de quem realmente somos, por isso, não vale a pena termos encaixar-nos nesta ou naquela caixinha, vamos é sair todos da caixa e vivermos a melhor versão de nós próprios mesmo que isso implique opostos. Vamos amar as nossas particularidades porque é isso que nos distingue e faz de nós os seres humanos únicos e extraordinários que somos, ao querermos encaixar-nos neste ou naquele padrão estamos a tornar o mundo todo igual, estamos a pintar um quadro todo da mesma cor, quando poderia ser um conjunto de cores dinâmico e emocionante. Por isso é tão importante aceitarmos o nosso verdadeiro eu, por isso é tão importante fugir dos rótulos e não julgar sem conhecer. Somos todos únicos e no final da vida tornamo-nos todos no mesmo, por isso, vamos aproveitar este intervalo de tempo em que cá estamos para sermos o mais felizes possível, sem complicações ou preconceitos.

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