Vamos ser felizes sozinhos?

Há um grande preconceito da sociedade com quem é solteiro. Desde pequeninos que nos habituamos a ouvir perguntas, como: “Então, já namoras?”. Pelo menos, no meu caso, desde que entrei na escola que me lembro das pessoas me perguntarem se eu já tinha um namorado.

A porca começa a torcer o rabo, quando chegas aos 18 anos e continuas a dizer que não a esta pergunta, pior ainda, se por acaso namoras durante um tempo e a relação acaba. Hoje tenho 25 anos e já ouço algumas pessoas a dizer que sou: “a encalhada”. Essas pessoas não podiam estar mais enganadas. Se há coisa que não me sinto é encalhada. Não é preciso um namorado para ser feliz.

A verdade é que somos educados para precisarmos de alguém para sermos felizes, quando, na verdade é ao contrário, precisamos de ser felizes para termos alguém. Muitas vezes descobrimos isto, porque voltamos a estar solteiros ou saímos de casa dos pais e vemo-nos sozinhos a ter de conviver connosco. No princípio custou-me muito, eu não sabia conviver comigo mas, ao mesmo tempo, foi a melhor aprendizagem que tive na minha vida e estou a ter.

Descobri um monte de coisas que não sabia sobre mim, porque simplesmente comecei a ter tempo para passar comigo: a pensar, a cuidar de mim, a pesquisar assuntos que nunca tinha pesquisado, a ver filmes que teria deixado de ver por saber a outra pessoa não teria interesse, a aprender a cozinhar, a ler sobre novos assuntos. Assim, comecei a descobrir que gostava de fazer coisas que não sabia que gostava.

E atenção que não estou a dizer que estar acompanhado é mau, pelo contrário, mas temos de aprender a ser felizes sozinhos também e a ver as mudanças como coisas boas.

Há muitas pessoas que engatam relações umas nas outras por simplesmente não saberem ou não quererem estar sozinhas, quando o fim de uma relação pode ser das melhores coisas que nos pode acontecer. O impacto de perder uma rotina pode levar-nos a um novo patamar do nosso ser, do nosso autoconhecimento e apontar-nos um novo caminho de vida. Pode ser uma oportunidade de fortalecer amizades e conhecer novas pessoas.

Além disso, não há uma idade para encontrar uma pessoa com quem faça sentido partilhar a vida. Eu continuo a ser apologista do bom e velho ditado: “mais vale sozinha do que mal acompanhada”, embora muitas pessoas não se guiem por ele, acho que sem sabermos quem realmente somos não vale a pena dividir a vida com ninguém, até porque a outra pessoa não tem de vir completar nada, mas sim acrescentar a quem somos. Por isso, se estás solteiro, aproveita.

Aproveita para te desafiares, para te conheceres, para sair da rotina, para fazer coisas que habitualmente não farias, para ler livros que nunca pensaste ler, para experimentar coisas que nunca fizeste, para ouvir música que não ouvirias, para aprender novas coisas sobre ti, para te ouvires, para te cuidares, para seres tu em todos os sentidos que isso pode significar.

Aproveita para seres a versão mais completa de ti próprio, porque como se diz: se tu não gostares de ti, quem gostará?

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