LifeStyle

LifeStyle: Minimalismo

O consumo está constantemente a ser impingido pelo estilo de vida moderno.

Na realidade o objectivo da publicidade é apenas este: despertar a vontade de comprar / gastar dinheiro em coisas e é muito fácil ceder a esta tentação. Por isso agora se começa a falar de minimalismo, mas afinal, o que é isto de minimalismo? É viver com nada? É ser forreta?

A resposta é simples: Não.

O minimalismo, bem resumido, é um estilo de vida do não desperdício e do desapego.

Muitas vezes nós compramos algumas coisas no impulso e depois nunca ou quase nunca as usamos. Quem nunca?

O minimalismo é um estilo de vida em que se têm apenas o que nos é preciso, não precisamos de 40 camisolas e 30 pares de sapatos, a semana têm apenas 7 dias e nós somos apenas um, claramente, não é preciso ter esta roupa toda. Muitas vezes temos a casa cheia de coisas que há imenso tempo que não usamos e porque? Pelo impulso consumista dos dias de hoje. Por isso, o segredo do minimalismo é perguntarmo-nos: “Preciso mesmo disto? Quantas vezes vou usar este produto?” se a resposta for um sincero sim e se realmente formos usar muitas vezes esse produto é caso para comprar, caso contrário, é melhor estar quieto ou ponderar melhor esse impulso. Não é uma filosofia de vida fundamentalista, nem extremista, o objectivo não é passar de ter um zilião de coisas a ter apenas uma unidade de cada coisa é apenas ser mais controlado na hora do consumo.

minimalismoSecretaria

E este estilo de vida traz vários benefícios:

  • Poupamos dinheiro, o que nos abre possibilidade de um sem número de novas experiências: podemos viajar mais, podemos investir num projecto em que queríamos avançar e não tínhamos capital, podemos investir mais na nossa saúde e na nossa alimentação.
  • Desapego, deixamos de estar tão emocionalmente dependentes das nossas coisas e por isso começamos a ser mais conectados emocionalmente com pessoas e connosco próprios, o que na realidade é o mais importante.
  • Flexibilidade, começamos a saber melhor o que realmente precisamos, que em caso de viagens ou de mudança nos dá maior facilidade em fazer malas e na mudança se for o caso.
  • Podemos através das coisas que temos em excesso podemos fazer bem ao próximo, através de doações, se tens muita roupa porque não separar alguma roupa para doação? podemos, por exemplo, vender algumas peças e doar outras.
  • Começas a valorizar mais cada coisa que tu tens. A gratidão é um sentimento essencial para a nossa vida e gratidão por tudo. Muitas vezes quando temos demasiadas coisas começamos a desprezar algumas e elas acabam por se transformar num peso na tua vida, se tens alguma coisa nesta situação, livra-te dela imediatamente.
  • Liberdade, o minimalismo não têm regras. Ele adapta-se a ti. Tu é que sabes o teu mínimo, o que realmente tens de ter na tua vida. Porque o meu mínimo podem ser muitas mais coisas do que que o teu mínimo.
  • Organização, o minimalismo, faz com que te tornes muito mais organizado e mais cuidadoso com tudo o que tens. Começas a saber exactamente onde tens cada coisa e como a vais usar.

Mas atenção, o minimalismo, não é venderes tudo e não comprares mais nada nunca. É apenas ter consciência do que tens e do que precisas e viver de acordo com isso. É saber o propósito de cada coisa na tua vida. Continuando no exemplo da roupa, se tens uma peça de roupa que representa um momento importante na tua vida e que te faz feliz simplesmente de existir na tua vida, mantém essa peça de roupa enquanto ela tiver esse significado especial, se um dia ela deixar de ter esse significado e se já não a usares mesmo, então aí desfaz-te dela. Tudo na vida têm de ser com conta, peso e medida inclusivamente o minimalismo.

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Eu na minha vida, nunca tive demasiado de uma coisa, o que eu mais compro são livros que mais tarde ou mais cedo acabo por ler, lembro-me também de ter feito duas ou três compras de roupa que me arrependi e nunca usei. Mas nunca fui um caso extremo. Apesar disso, com o passar dos anos ando a aprimorar esse meu sentido de compra. O que me acontece mais é manter as coisas em casa mesmo quando já não as uso mais, apenas por apego e é sem dúvida algo que eu também ando a trabalhar.

E vocês? São compradores compulsivos ou vivem apenas com o essencial também? Contem-me aqui nos comentários.

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